|
HISTÓRIAS E LENDAS DE CUBATÃO
Billings & Borden

Muita gente não sabe, mas ao lado da Usina
Hidrelétrica Henry Borden, dentro da montanha,
existe uma outra usina, com a mesma capacidade e em funcionamento. Assim, se a usina externa fosse destruída por um bombardeio, o
abastecimento elétrico do pólo industrial de Cubatão e da capital paulista continuaria garantido, além do custo construtivo e de
manutenção ser bem menor. Mas o complexo ganhou fama internacional também pelo fato de em sua construção ter sido invertido o curso
de um rio, o Pinheiros, para formar uma represa que despejaria suas águas montanha abaixo, permitindo a geração de energia.
Os responsáveis por essas grandes obras de engenharia foram o
engenheiro Asa White Kenney Billings e Henry Borden, cujos nomes foram depois perpetuados no nome da represa e da usina. Clique na
imagem ao lado para ver as principais páginas de uma revista em quadrinhos e com fotos, produzida no Rio de
Janeiro em 1962, com a história desses feitos.
O tema também foi tratado no suplemento especial comemorativo do 49º
aniversário de Cubatão, publicado com o jornal santista A Tribuna em 9 de abril de 1998:
|

Projetada pelo canadense Asa
Billings, a usina de Cubatão começou a operar em 1936
Foto: reprodução, publicada no jornal A Tribuna em 9/4/1998, caderno
especial Cubatão 49 anos
HIDRELÉTRICA
Água cai pelas escarpas gerando energia
Usina Henry Borden garantiu a produção de eletricidade para SP até o
final dos anos 50
O desenvolvimento industrial de Cubatão
deve muito, principalmente, à ampliação das ligações rodoviárias e ferroviárias entre a Capital e a Baixada Santista. Foi em
1925 que o Governo da Província de São Paulo pavimentou com placas de concreto (primeira experiência desse tipo no continente
latino-americano) o leito da antiga Estrada da Maioridade ou Caminho do Mar.
Mas, também deve essa conquista a um sonho que o canadense Asa Billings
tornaria realidade: a construção da Usina Hidrelétrica Henry Borden. Aproveitando o obstáculo de um paredão com 700 a 800 metros
de altura, representados pelo maciço de Cubatão, na Serra do Mar, Billings projetou no Planalto uma represa com uma superfície
de 132 km².
A primeira unidade da usina começou a funcionar em 1926, produzindo
44.437 kw de energia. Porém, foi a represa, pronta em 1934, que garantiu o abastecimento de água suficiente para alimentar a
hidrelétrica, mesmo em períodos de estiagem.
A posterior expansão da capacidade dessa hidrelétrica contribuiu para,
até o fim dos anos 50, garantir de 80 a 90% da produção total de energia do Estado de São Paulo.
Pode-se dizer que essa usina e a represa que a alimentou - e que recebeu
o nome de Billings - possibilitaram a expansão industrial brasileira, a partir de São Paulo. Hoje, em decorrência de dispositivo
constitucional, a usina opera com apenas 8% da sua capacidade, com o propósito de contribuir para a despoluição das águas da
represa, permitindo o seu aproveitamento futuro como manancial. |
Veja mais:
Revista em quadrinhos conta essa história (em 5 partes)
Uma briga por causa da poluição
Um projeto na Serra do Mar
A usina proibida
Crise força a volta da Henry Borden, em 2007
Usina(s) Henry Borden (fotos)
As usinas elétricas, em 1965 (I)
As usinas elétricas, em 1965 (II)
As usinas elétricas, em 1965 (III)
|