 A Rua do
Comércio recebeu retoques cenográficos e serviu
de base para cenas fundamentais da trama Foto: Marcelo
Justo, em A Tribuna de 27/12/2003
Gravações Cenário
e tanto para Um Só Coração
Cerca
de 80% da minissérie foram rodados no Centro Histórico de
Santos
José
Luiz Araújo Da Reportagem
Fique
atento. No mês que vem, estaremos na tela da Globo. E para todo o
Brasil ver. Nós quem? Centenas de figurantes santistas - certamente
você verá um rosto conhecido - e o nosso belo Centro Histórico,
peças fundamentais para a concretização da minissérie
Um
Só Coração, que durante dez dias teve grande parte
das cenas gravadas aqui. A produção global mexeu com a Cidade.
Com status
de megaprodução, um elenco de feras esteve na Cidade - na
segunda quinzena de outubro - gravando cenas na igreja
do Valongo e na Bolsa Oficial do Café.
O local mais
utilizado, porém, foi a Rua do Comércio,
na qual a equipe de cenografia da Rede Globo fez algumas intervenções:
pintou a fachada dos imóveis, colocou cartazes antigos nas paredes
e criou algumas vitrines de lojas e uma boate. O restante, como o piso
de paralelepípedos, os postes de iluminação e o clima
nostálgico já existiam, graças à política
municipal de preservação do Centro Histórico.
"O
bonde, a iluminação, os prédios
antigos preservados, mesmo os em ruínas.
Quando vi tudo aquilo, tive certeza de que aqui era o local. Gravamos também
cenas como se fossem em São Paulo porque lá não há
nada parecido. Veremos Santos como Santos e Santos como a São Paulo
de antigamente", disse, à época, o diretor de núcleo
e da minissérie Carlos Manga, que visitou a Cidade bem antes do
início das locações.
Nossa gente
- Encontrado o que queria, toda uma parefernália em equipamentos
e um batalhão de técnicos desceram a Serra e invadiram o
Centro Histórico. Foram trazidos veículos e centenas de figurinos
de época.
O mais trabalhoso
foi transformar a Rua do Comércio em um campo de batalha, para as
cenas da Revolução de 1924, para a qual a equipe de efeitos
especiais da Globo não economizou em explosões, focos de
incêndio, fumaça e tiros.
Em meio a toda
essa confusão, centenas de figurantes santistas - como legalistas
e revolucionários - davam apoio e vida aos personagens interpretados
por Ana Paula Arósio, Tarcísio Meira, Letícia Sabatella,
Ângelo Antônio, Herson Capri, Erik Marmo, Maria Fernanda Cândido,
Marcelo Anthony e tantos outros.
Também
tivemos nossa participação na trama, ainda que modesta. O
ator santista Luiz Thomas interpretou um oficial legalista, contracenando
com o empresário do café Fernão, vivido por Herson
Capri.
Graciosos,
mesmo, foram os figurantes mirins santistas Caio Paganotti, de 10 anos;
Kawan Alcides, 7; Yasmin Buongermino, 10; Danilo Pereira, 9; e Gabriel
Rizzade, de 9. Com muita concentração - e pose -, deram conta
do recado.
 Marcelo
Anthony e Tarcísio Meira provocaram frisson entre as fãs Foto: Carlos
Marques, em A Tribuna de 27/12/2003
Mocinho
x bandido - O desfile diário de atores globais atraiu centenas
de pessoas ao Centro à caça de autrógrafos, beijos,
apertos de mão e até mesmo de um simples olhar. Atenciosos,
os reis da simpatia foram os atores Ângelo Antônio, Cláudio
Fontana, Theodoro Cochane (filho de Marília Gabriela) e Daniel Oliveira.
Mas o mais
festejado não deu nenhuma chance ao público, causando muita
frustração. Sempre arredio, o campeão (disparado)
da antipatia e do estrelismo foi Erik Marmo.
O ator não
estava nem aí. Segundo testemunhas, nem aos fâs infantis e
juvenis deu atenção, recusando-se até a um aperto
de mão. Inclusive, quando chamado aos gritos pelas fâs, fazia
cara de entediado.
Tudo bem. Tarcísio
Meira - um ícone -, simpático, brindou os fãs com
acenos, sorrisos e algumas palavras, mostrando que o sucesso duradouro
tem como parceiro a simplicidade.
 Ana Paula
Arósio é a estrela da produção Foto: Carlos
Nogueira, em A Tribuna de 27/12/2003
Homenagem aos
450 de São Paulo
Folhetim
conta com personagens reais e de ficção
De Maria Adelaide
Amaral e Alcides Nogueira, Um Só Coração -
que vai estrear dia 6 de janeiro - é uma homenagem aos 450 anos
de São Paulo, que serão completados dia 25 de janeiro próximo.
O folhetim, que se passa entre 1922 e 1954, também teve locações
na capital paulista, em uma fazenda na região do Bananal e nos estúdios
do Projac (no Rio).
Apesar de vários
personagens reais da história paulista, Um Só Coração
possui ingredientes ficcionais. Gira em torno de Yolanda Penteado (Ana
Paula Arósio), uma jovem bonita e rica que se apaixona por um estudante
de Medicina e simpatizante do movimento anarquista, Martim (Erik Marmo),
que é preso, causando a separação dos dois.
Influenciada
pela mãe, Yolanda casa-se com um primo, o empresário Fernão
(Herson Capri), mas do qual se separa ao descobrir que foi traída.
Ela tenta voltar ao seu grande amor, mas ele agora está casado e
não pretende ser infiel.
Com problemas
pessoais e econômicos, Yolanda pede ajuda ao empresário Francisco
Matarazzo (Edson Celulari, que não esteve em Santos), um dos homens
mais ricos de São Paulo e amante das artes. Os dois acabam se envolvendo
e casando, dando início a uma parceria fundamental para São
Paulo. Juntos, realizam a Bienal de Artes de São Paulo e fundam
o Museu de Arte Moderna.
Além
de Carlos Manga, a minissérie tem direção de Carlos
Araújo, Marcelo Travesso e Ulisses Cruz.
 A produção
movimentou o Centro durante duas semanas Foto: Raimundo
Rosa, em A Tribuna de 27/12/2003
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