Estação terminal (gare) de
Santos da ferrovia São Paulo Railway, depois Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, no
Largo Marquês de Monte Alegre (bairro do Valongo), passando à sua frente um
bonde com reboque:

Foto: Nosso Século, Ed. Abril Cultural, São Paulo/SP, 1980
Este cartão-postal foi produzido a partir de quadro do pintor
inglês Charles E. Flower, que viajava pelo mundo a bordo dos navios da companhia inglesa Royal Mail Steam Packet. Entre 1910 e
1920, cartões assim eram pintados nos locais por onde os navios passavam e editados pela empresa Raphael Tuck & Sons Ltd., de
Londres, para serem posteriormente distribuídos a bordo aos seus passageiros:

Foto: coleção de Werner Vana, de S.Paulo/SP
A estação, em foto de autor desconhecido, no início da I Guerra
Mundial:

Foto: coleção do historiador
Waldir Rueda, de Santos/SP
A mesma imagem, numa publicação de 1915:

Foto: álbum Exploração do Littoral - 1ª secção - Cidade de Santos á fronteira
do Estado do Rio de Janeiro, da Commissão Geographica e Geologica do Estado de S. Paulo, impresso por Typographia Brazil de
Rothschild Co., S. Paulo, 1915.
Acervo da
Sociedade Humanitária dos Empregados no Comércio (SHEC) de Santos
No detalhe, um pouco da vida urbana de Santos, possivelmente às 9h10 de um
dia comum de 1915:

Imagem: detalhe da foto acima
Outras imagens do local, em diferentes épocas no início do século XX
e final do século XIX:

Foto: coleção de Werner Vana, de S.Paulo/SP

Foto: reprodução de cartão postal de João Emílio Gerodetti e Carlos
Cornejo, no livro
Lembranças de São Paulo - imagem incluída no Calendário 2002
da Gráfica Guarani, de Santos/SP

Foto: coleção de Werner Vana, de S.Paulo/SP

Foto: coleção do cartofilista e despachante aduaneiro
Laire Giraud

Foto cedida a Novo Milênio pelo historiador
Waldir Rueda, de Santos/SP
Um resumo da história dessa estação foi publicado no site
Estações Ferroviárias do estado de São Paulo:
"A estação de Santos foi aberta em 16/2/1867: a primeira estação
do Estado de São Paulo a ouvir o apito de um trem. Por mais de cem anos o trem de passageiros foi um dos principais meios de
transporte dos paulistanos para Santos. O prédio que abriga a estação é basicamente o original de 1867, reformado em 1895 com a
construção de um segundo andar, dois torreões e mais alguns elementos de ferro.
O prédio esteve ativo até em 30 de novembro de 1996, quando foi
desativado com a chegada do último trem de passageiros. Ele recebeu durante anos composições como a do Cometa, locomotiva que
marcou época na Santos-Jundiaí. Após o fechamento da estação, vários carros e vagões permaneceram no seu pátio apodrecendo.
O comentário seguinte, feito a partir de uma velha fotografia,
mostra o deslumbramento das antigas viagens: "Belíssima! Essa foto eu ainda não tinha. Mostra o Cometa na estação da SPR
do Valongo. Me deixou emocionado pois vi esta cena várias vezes quando criança, pois íamos à Praia Grande com o Cometa, descendo
no Valongo, bonde até São Vicente e depois ônibus até o Boqueirão. Uma verdadeira maratona, que eu seria capaz de repetir mil
vezes num só dia" (Cid Beraldo, 12/2000).
Estação do Valongo era o nome pela qual era conhecida popularmente
a estação, situada nesse bairro. Depois de anos de abandono total, em maio de 2003 foi iniciada a restauração do prédio da
estação."
A estação, em 1956:

Foto: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE,
1958
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