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HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS - PASSEIOS
Pelas calçadas da cidade (1)

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Dois tipos de piso são basicamente usados nos passeios de Santos, como foi lembrado em uma página Web da Prefeitura Municipal de Santos em 2004:

Recomposição do calçadão na Avenida Saldanha da Gama (Ponta da Praia) em agosto de 2003
Foto: Cândido Gonzalez - Decom/PMS, in Diário Oficial de Santos de 22/8/2003

Olhe bem onde pisa

"Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar. Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante, para o meu, para o meu amor passar". Santos não tem ruas com pedras de brilhante como diz a cantiga de roda, mas possui um verdadeiro tesouro em suas calçadas. É só olhar bem onde pisamos.

Rua XV de Novembro, Praça Rui Barbosa (Centro), Avenida Ana Costa (Gonzaga), monumento a Brás Cubas (em frente à Alfândega) e calçada da praia (defronte à Av. Conselheiro Nébias). O piso desses locais forma figuras e desenhos, uma atração à parte que merece ser conferida. São flores, peixes, aviões, balões e muito mais. E o melhor de tudo é que não se paga nada para ver.

Piso em mosaico romano
Foto: Prefeitura Municipal de Santos

Segundo a historiadora Wilma Therezinha Fernandes de Andrade, as calçadas dessas praças e ruas são constituídas de dois tipos de mosaicos: o romano e o português. O primeiro possui pedras pretas, brancas e vermelhas quadradas com aproximadamente 1 cm. Também conhecido como tessela, era usado pelos romanos no século II antes de Cristo.

O português tem pedras de 5 a 8 cm e é irregular. É muito conhecido porque ela dá a forma às calçadas com motivo Copacabana, com ondulações intercaladas em preto e branco, muito comuns nas ruas da Cidade. Este estilo foi utilizado pela primeira vez em frente ao Teatro Amazonas, em Manaus, imitando o encontro das águas do Rio Amazonas e do Rio Negro. As pedras pretas e brancas lembram as ondas que se forma no cruzamento dos rios. O desenho foi copiado em todo o Brasil, inclusive em Santos, e ganhou fama com as calçadas da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O mosaico português é mais fácil de encontrar na Cidade. O romano é um tanto quanto especial pelo trabalho que dá para ser colocado. É pedra por pedra.


Piso português com motivo Copacabana, visto na entrada do Panteão dos Andradas, em 1998
Foto: Decom/Prefeitura Municipal de Santos

Em 16 de agosto de 2001, o Diário Oficial de Santos registrou:


O calçadão do Largo Marquês de Monte Alegre ganhou piso em mosaico português com desenhos em forma de grãos de café (o prédio em ruínas é o que abrigou Prefeitura e Câmara até 1939)
Foto: Marcelo Saitta, publicada com a matéria

Calçadão do Largo Monte Alegre está concluído

A primeira etapa do projeto de revitalização da área do Valongo já está com 70% dos trabalhos concluídos. O novo calçadão do Largo Marquês de Monte Alegre já está pronto e ganhou piso em mosaico português nas cores branco, vermelho e preto, com desenhos em forma de grãos de café. No momento, estão sendo providenciados os revestimentos externos das floreiras, que irão integrar a ambientação da área.

Os trabalhos estão sendo executados na área em volta do Santuário, incluindo, além do Largo Marquês de Monte Alegre, as ruas do Comércio, Tuiuti e a Rua São Bento, onde foi promovida a troca de piso, renivelamento de caixas e poços de visitas, além do reassentamento de paralelepípedos e de guias.

As obras já foram concluídas também na Rua Tuiuti, no trecho compreendido entre o Largo e a Rua Frei Gaspar, onde os paralelepípedos também foram assentados, mas de uma forma diferenciada, criando um desenho geométrico e um canteiro central, visando segregar a pista de rolamento dos carros do trajeto do Bonde Turístico.

[...]

Em 12 de setembro de 2004, o Diário Oficial de Santos noticiava:

Descoberto piso do século XIX em obra na Estação do Valongo

Durante as obras de revitalização da antiga Estação Ferroviária Santos-Jundiaí, no Valongo, foi encontrado piso com dois tipos de ladrilhos hidráulicos que datam do século XIX. O fato ocorreu durante escavação realizada para a instalação da tubulação elétrica nos espaços que vão abrigar o Museu do Transporte e um restaurante. De acordo com arquitetos do Departamento de Obras (Deob), o material será restaurado, o que proporcionará uma diminuição no custo da obra. Antes da descoberta, o piso escolhido havia sido o mosaico de mármore

Foto: Francisco Arrais, publicada com a matéria

HISTÓRIA
Ladrilhos do século XIX são encontrados na Estação do Valongo

As obras de revitalização da antiga Estação ferroviária da Santos-Jundiaí, no Largo Marquês de Monte Alegre, no Valongo, que têm previsão para entrega em 1º de janeiro de 2004, continuam. Esta semana, durante escavação realizada para implantar toda tubulação para instalações elétricas e de cobre contra incêndios, foi encontrado um piso contendo dois tipos de ladrilhos hidráulicos que datam do século XIX e serão mantidos no projeto de restauração do prédio.

Os locais onde foi encontrado o piso vão abrigar o Museu do Transporte e um restaurante. Um dos tipos de ladrilhos que compõem a estrutura é branco e preto, com base de cimento, e o outro tem preto, branco, amarelo e vermelho, com base de granilite. De acordo com arquitetos do Departamento de Obras (Deob), para a restauração, será retirada uma peça inteira do ladrilho. A peça será encaminhada a um restaurador que a recomporá.

Custo menor - Antes da descoberta, o piso escolhido para os locais seria mosaico de mármore. Como foi encontrado esse piso, haverá restauração e, com isso, o custo da obra será menor. Um exemplo de piso semelhante a este existe no Teatro Coliseu e na Pizzaria do Porto.

Base de granilite com branco, preto, vermelho e amarelo
Foto: Francisco Arrais, publicada com a matéria

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