HISTÓRIA DO COMPUTADOR
- 7a
O videotexto em Santos
No
dia 15 de dezembro de 1982, começou a funcionar no Brasil o sistema
de videotexto, que permite ao usuário do sistema telefônico
conectar um aparelho especial e receber informações diversas
num monitor de computador ou num aparelho
de televisão. No início, foram utilizados aparelhos adaptadores
importados da França - que mantém até hoje um amplo
sistema de videotexto, o Minitel, mas a partir de 1983 os adaptadores começaram
a ser fabricados no Brasil e, com o lançamento em 1985/6 dos computadores
da linha MSX, a Telecomunicações de São Paulo (Telesp),
pioneira nacional no uso do videotexto, passou a fazer a locação
desses computadores junto com a licença de uso do sistema. Hoje,
existem programas para uso do videotexto com microcomputadores da linha
PC, inclusive para ambiente Windows.
Devido aos
custos inicialmente altos (inclusive por ficar a central na capital paulista,
e as demais cidades só terem acesso por ligações interurbanas),
o sistema não se popularizou no Brasil da mesma forma como na França
e na Inglaterra, entre outros países que criaram serviços
semelhantes. Para o fornecimento do conteúdo de informações,
a Telesp, como outras empresas telefônicas nacionais, passou a cadastrar
centrais particulares de videotexto, que utilizavam um terminal de composição
(compreendendo modulador Modem Parks, monitor Matra e drive de disco) para
o preparo do material informativo.
Santos teve
a primazia de contar com a primeira central de videotexto fora da capital
paulista. Ela foi criada pela Associação dos Jornalistas
da Baixada Santista, visando fornecer noticiário regional sobre
"porto, bares, restaurantes, lazer, turismo, café, esporte, rede
hoteleira, utilidade pública, ensino, variedades, pesca, noticiários,
cinema, teatro, shows, clubes, pólo industrial, congressos, camping,
diversões, economia, meteorologia, banco de dados e outros serviços",
conforme comunicado ao público divulgado pela associação
em 6 de dezembro de 1982.
A central dos
jornalistas de Santos foi batizada com o nome do falecido jornalista Emir
Nogueira, presidente do sindicato estadual da categoria, em reconhecimento
ao apoio que sempre deu ao desenvolvimento da seção regional
do sindicato dos jornalistas. Instalada na sede da delegacia sindical,
na Rua Martim Afonso, 101, 6º andar, e com subsede na capital paulista,
a central de videotexto funcionou por algum tempo, lutando com dificuldades
para a manutenção do serviço, agravadas pela não
popularização do sistema videotexto entre os brasileiros,
encerrando posteriormente as atividades.
As imagens
a seguir são fotos de telas exibidas pelo sistema nos primeiros
dias de funcionamento (as telas tinham formato de mosaico, com alguma possibilidade
de animação, restrita à baixa velocidade de transmissão
- usava-se modems de 75 bps para transmitir e 1200 bps para receber as
informações), bem como um exemplo da lauda
especial utilizada para a redação dos textos jornalísticos,
permitindo calcular com exatidão a quantidade de texto que poderia
ser colocada em cada tela do sistema:
 |