Clique aqui para voltar à página inicialhttp://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g30.htm
Última modificação em (mês/dia/ano/horário): 04/24/10 17:22:16
Clique na imagem para voltar à página principal
HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS - SANTOS EM 1913 - BIBLIOTECA NM
Impressões do Brazil no Seculo Vinte - [30]

Leva para a página anterior

Clique nesta imagem para ir ao índice da obraAo longo dos séculos, as povoações se transformam, vão se adaptando às novas condições e necessidades de vida, perdem e ganham características, crescem ou ficam estagnadas conforme as mudanças econômicas, políticas, culturais, sociais. Artistas, fotógrafos e pesquisadores captam instantes da vida, que ajudam a entender como ela era então.

Um volume precioso para se avaliar as condições do Brasil às vésperas da Primeira Guerra Mundial é a publicação Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP. A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright. Ricamente ilustrado (embora não identificando os autores das imagens), o trabalho informa, nas páginas 366 a 368, a seguir reproduzidas (ortografia atualizada nesta transcrição):

Impressões do Brazil no Seculo Vinte

O fumo

história do desenvolvimento do Brasil está cheia de exemplos, em que as riquezas do solo pouco favorecidas tem sido pelo esforço do homem para as desenvolver, ao passo que a natureza se mostrou por tal forma generosa para com o pais, que, apesar do pouco cuidado que lhe é dispensado, o produto brasileiro consegue obter um lugar e não pequeno no mercado mundial.

Os exemplos mais frisantes deste fenômeno são, sem dúvida alguma, a borracha e o tabaco, ou, como geralmente se diz no Brasil, o "fumo".

Já os métodos pouco econômicos e bastante antiquados, em uso até recentemente para a colheita da borracha, fazem sentir o seu mau efeito, visto como a posição de supremacia até aqui ocupada por esse produto brasileiro começa a ser abalada pelo produto doutros pontos do mundo.

Os processos empregados na cultura do tabaco, conquanto não tenham, à primeira vista, o mesmo caráter de negligência e imprevidência, são entretanto ainda pouco mais que rudimentares; e, dado o rápido desenvolvimento que a indústria do fumo tem tido nestes últimos dez anos, facilmente se compreenderá que muito maiores seriam os progressos por ela realizados se os cultivadores brasileiros tivessem aberto os olhos ao fato de que a procura e o preço dum gênero são, em grande parte, função da qualidade, e à circunstância, não menos importante, de que a quantidade de produção resulta grandemente dos cuidados empregados na cultura.

Na opinião das autoridades no assunto, o solo do Brasil e o seu clima se prestam admiravelmente à produção dum tabaco igual ao melhor de Havana, uma vez aplicados os processos de cultura apropriados. Entretanto, os charutos de Havana ocupam no mercado brasileiro uma situação muito superior à dos charutos nacionais mais cotados, e estes mesmos têm a capa de tabaco havanês. Felizmente, nota-se agora uma clara tendência para melhorar o produto e o futuro da indústria brasileira do fumo apresenta já aspectos prometedores.

Sem dúvida, possui o Brasil as melhores e mais favoráveis condições para a cultura do tabaco. Em primeiro lugar, a planta dá espontaneamente no solo brasileiro e em muitos dos seus pontos cresce com a mesma liberdade e abundância que qualquer erva dos campos. Em muitos pontos do Brasil, cresce o tabaco em qualquer recanto de parede e muitas vezes até pelos telhados das casas rústicas ou abandonadas; e nas matas é encontrado em abundância. O que apenas se torna necessário é transformar o caos em ordem e dar à planta um pequeno auxílio para que ela produza o mais possível e à melhor qualidade.

Não é o tabaco uma planta que requeira condições especiais de clima – uma vez que este não seja sujeito a geadas. Ele prefere, todavia, uma temperatura média de 25º centígrados, sob cuja influência a planta atinge a sua maior perfeição. O solo que mais lhe convém é a argila rica em sílica e húmus. Nos terrenos de argila grossa as folhas costumam se tornar demasiado espessas e carregadas com excesso de nicotina.

Das variedades conhecidas de tabaco, apenas a duas não se atribui origem americana, a saber: a Nicotiana suaveolens, da Nova Holanda, e a Nicotiana fragans, da Nova Caledônia. O sr. Gustavo d'Utra, eminente autoridade brasileira em assuntos agrícolas, declara que a variedade originariamente cultivada no Brasil foi a Nicotiana langsdorffi; mas essa tem sido abandonada em favor de outras espécies, tais como a Maryland, Virginia, Havana, Sumatra, Bornéu, Java e Turco, variedades e sub-variedades essas que têm sido produzidas por diferentes processos de cultura.

O fumo cresce em todos os estados brasileiros, embora em mais vantajosas condições nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Groso, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Quando os portugueses aportaram ao Brasil, já o uso do tabaco era conhecido dos índios; e nos conselhos de chefes de tribos, o cachimbo carregado da folha odorífera passava à volta, de mão em mão. Não há dúvida que o uso do tabaco despertou a atenção curiosa do pregador André de Thevenet, membro da expedição de Villegagnon, o qual nos legou uma descrição minuciosa sobre o uso que dele faziam os selvagens da região.

Foi tal a impressão causada aos primeiros europeus chegados ao Brasil, que logo estes enviaram pés de tabaco para serem plantados em Lisboa; e outros documentos provam como sementes trazidas do Brasil foram cultivadas, em 1559, no jardim de Jean Nicot, ministro francês, na capital portuguesa. Foi do nome desse diplomata que Linneu tirou a palavra nicocianas para designar um gênero botânico, que compreende 35 variedades.

Em breve, os primeiros colonizadores adquiriam o hábito de fumar; logo após o ano de 1500, se encontram provas evidentes da cultura do tabaco na Bahia; e com o hábito do fumo, rapidamente se estendia também a sua cultura.

Nas plantações de tabaco mais bem administradas, são ainda assim relativamente primitivos os processos de cultura. Mais ou menos em novembro ou dezembro, se procede ao preparo do solo, que é conservado inteiramente limpo até fevereiro, por meio de capinas repetidas. Por essa época, são plantadas as mudas, em número de 18.000 para cada alqueire de terra. Daí até a colheita das folhas, medeiam cerca de nove meses. A colheita duma boa plantação é de 1.300 quilogramas por alqueire. São em seguida as folhas postas a secar ao sol, depois do que se torna fácil retirar-lhes as nervuras mais fortes, operação esta que se chama destalar. Feita tal operação, estão as folhas prontas para passar pelo subseqüente processo de beneficiamento, o qual dura, em geral, pelo espaço de três meses.

Quanto aos centros de cultura, é o estado da Bahia, por grande diferença, o mais importante. A sua exportação atinge, em condições normais, 50.000.000 de quilos anualmente. O fumo da Bahia é principalmente empregado para a manufatura de charutos, os quais se tornam conhecidos e afamados no mundo inteiro. É de lastimar que ainda os charutos baianos tenham a capa de fumo da Havana, Java ou Sumatra; breve, porém, virá o tempo em que um charuto inteiramente brasileiro ofereça a melhor recomendação como qualidade.

Nem toda a produção de tabaco baiano é, entretanto, usada exclusivamente para a manufatura de charutos; grande quantidade se exporta também, como fumo em rolo, cigarros etc. Cumpre notar que os conhecedores têm declarado observar, nos últimos anos, considerável melhoria na qualidade do fumo exportado da Bahia. As fábricas de charutos e cigarros no estado são em número avultado e representam um capital considerável. Existem 15 grandes fábricas e algumas delas, como a dos srs. Dannemann & Filhos, empregam mais de 2.000 pessoas.

Conforme uma autoridade francesa, o fumo baiano de primeira qualidade é muito pouco inferior ao de Havana, com o qual muito se parece no paladar. As melhores marcas, a julgar pelo movimento dos mercados, são as que vêm do distrito de Nazaré. Calculava-se em 1907 que o número de charutos anualmente manufaturados na Bahia, para consumo interno e para exportação, era de sessenta milhões.

Atualmente, a produção anual já pode ser calculada em setenta milhões, embora não haja, sobre o assunto, estatísticas precisas. A maior parte do fumo da Bahia vai para Hamburgo e para Bremen, que por sua vez o distribuem por outros mercados europeus. A cultura do fumo no estado da Bahia é um fator de considerável importância econômica, visto como os produtores são quase todos pequenos lavradores, o que faz com que o dinheiro por eles recebido fica todo no próprio estado.

O fato, porém, de não ser essa cultura feita em larga escala, tem os seus inconvenientes, sendo devido a isso, em parte, que, até bem poucos anos, os progressos realizados no cultivo e preparo do fumo só se faziam muito lentamente. Com o enorme e sempre crescente consumo interno, deixando mesmo de lado a possibilidade de se aumentar a exportação, desde que a folha seja mais cuidadosamente tratada, de maneira a se graduarem e uniformizarem as marcas, há grande margem para se desenvolver a cultura do fumo em larga escala, com especialistas na maneira de preparar o produto e o uso de máquinas modernas especiais.

A seguinte lista mostra as municipalidades do estado em que a cultura é feita em maior proporção: Alagoinhas, Amargosa, Aratuípe, Areia, Alcobaça, Bom Jardim, Baixa Grande, Belmonte, Barreiros, Bom Conselho, Brotas de Macaúbas, Bomfim, Cachoeira, Camamú, Coração de Maria, Coração de Freira, Conceição do Almeida, Capim Grosso, Camisão, Conde, Conceição do Coité, Campo Largo, Catu, Cruz das Almas, Feira de Sant'Anna, Gameleira do Assuruá, Jeremoabo, Inhambupe, Itapicuru, Humildes, Jacobina, Maragogipe, Muritiba, Mata de São João, Monte Alto, Nova Boipeba, Olhos d'Água, Ouricanga, Oliveira dos Campinhos, Orobó, Poções, Purificação, Pedrão, Roso, Rio Fundo, Remédios do Rio de Contas, Sapé, Serrinha, Santo Amaro, Santo Antonio de Jesus, São Felix, Santo Estevão, São Miguel, Santa Bárbara, Tanquinho, Umburana e Vila de São Francisco. Os principais centros da indústria de charutos são Cachoeira e São Felix.

Na ordem da produção, o segundo estado é o de Minas Gerais, o qual exporta mais de 3.000.000 de quilos anualmente. A sua produção não pode, entretanto, avaliar-se em relação às cifras obtidas na Bahia, pois que Minas Gerais tem uma população de 4½ milhões de habitantes, ao passo que aquele estado conta apenas 2½ milhões; e o consumo da população brasileira é considerável.

Muito poucos charutos são manufaturados em Minas Gerais; a exportação do estado consiste principalmente em fumo picado ou em rolo. Não existem também grandes fábricas, conquanto seja enorme o número dos pequenos manufatores.

A cultura do café no estado de São Paulo coloca a do tabaco em plano muito inferior. Durante anos e anos, foi princípio econômico profundamente enraizado que devesse o café absorver todas as atenções e cuidados, não recebendo o tabaco senão uma ligeira atenção. O fato de haver o fumo atravessado tantos anos de negligência, mantendo sempre o seu lugar na escala dos produtos do estado, e o fato de exportar São Paulo cerca de 2.000.000 de quilos anualmente, além do tabaco que é consumido no interior do estado, provam à evidência as ótimas qualidades do seu solo para a cultura da preciosa folha.

A zona de produção fica principalmente ao Norte do estado; e a maior parte do fumo paulista é empregada na manufatura de cigarros. As principais municipalidades de São Paulo onde se produz o fumo são Casa Branca, Paraibuna, Descalvado, Cajuru e São José do Paraitinga. As experiências aí feitas com as variedades de Turco, Sumatra e São Felix (da Bahia) têm dado excelentes resultados.

A situação da cultura do fumo no estado de Santa Catarina é ainda hoje, inexplicavelmente, pouco satisfatória. A planta dá-se admiravelmente e há grande procura do produto; as terras são baratas e o braço tão fácil de obter como nos outros pontos do Brasil. Além disto, a qualidade do fumo é excelente, tanto para charutos como para cigarros. Entretanto, a exportação é ainda pouco superior a 400.000 quilos anualmente. Talvez o principal motivo desta escassez de produção resida no fato de estar ainda pouco desenvolvida a indústria no Estado; e sem nenhuma dúvida, num futuro próximo, a cultura do tabaco tomará a posição a que tem direito.

Uma vez estabelecidas comunicações mais fáceis, Goiás virá a ocupar um dos primeiros lugares, como estado produtor de tabaco. Dadas as condições que atualmente existem, é preciso confessar que o progresso que tem feito este estado como centro produtor de fumo é extraordinário. A sua exportação vem logo após as da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. É principalmente como fumo para cigarros que o tabaco goiano é apreciado pelas suas finas qualidades aromáticas; e, misturado com fumo turco, constitui uma especialidade muito preferida no Brasil.

O melhor tabaco goiano atinge no mercado preços bastante elevados. O fumo no Rio Grande do Sul, conquanto já no limite da zona mais fria, desfavorável à cultura, constitui entretanto ainda uma planta resistente e tem a vantagem de dispensar, em regra, maiores cuidados. Grande parte da sua produção é apropriada à manufatura de charutos; e os charutos rio-grandenses vão já encontrando no mercado ótima aceitação.

Quanto aos preços atingidos pelo fumo de procedências diversas no Brasil, eis a seguinte lista de cotações da praça, em março de 1912:

Fumo em rolo:

Minas Gerais por quilo
Rio Novo, especial Rs. 2$200 a 2$500
Rio Novo, superior Rs. 1$800 a 1$900
Rio Novo, ordinário Rs.   $900 a 1$000
Pomba, 1ª qualidade Rs. 1$700 a 1$800
Pomba, 2ª qualidade Rs. 1$300 a 1$400
Pomba comum Rs.   $900 a 1$000
Minas, especial Rs. 1$300 a 1$400
Minas, 1ª qualidade Rs. 1$000 a 1$100
Minas, 2ª qualidade Rs.  $800 a   $900
Goiás por quilo
Especial Rs. 1$800 a 2$000
1ª qualidade Rs. 1$600 a 1$700
2ª qualidade Rs. 1$200 a 1$300

Fumo em folha:

Rio Grande do Sul por quilo
Amarelo I Rs. 1$100 a 1$200
Amarelo II Rs.   $950 a 1$000
Comum I Rs. 1$050 a 1$100
Comum II Rs.  $900 a   $950
Bahia por quilo
Marca P.F.S. Rs. 2$200 a 2$400
Marca P.F. Rs. 1$600 a 1$800
Marca P.P. Rs. 1$400 a 1$500
Marca P. Rs. 1$100 a 1$200
1ª qualidade Rs.   $900 a 1$000
2ª qualidade Rs.   $800 a  $850
3ª qualidade Rs.   $700 a  $750
4ª qualidade Rs.   $600 a  $650

A exportação total do fumo do Brasil desde 1905 até 1909, assim como o seu valor total em mil-réis ouro, e o seu valor médio por quilo, encontram-se no quadro seguinte:

Portos de procedência

Quantidade em quilos

Equivalência em mil-réis ouro (27 d.)

  1905 1906 1907 1908 1909 1905 1906 1907 1908 1909

1

Manaus

236

10

--

285

--

692$

12$

--

507$

--

2

Belém do Pará

--

98

710

315

--

---

332$

2:314$

415$

--

3

S. Luiz do Maranhão

35

238

--

--

--

82$

166$

--

--

--

4

Ilha do Cajueiro

--

39

--

--

--

--

46$

--

--

--

5

Pernambuco

--

--

--

--

272

--

--

--

--

75$

6

Bahia

17.

996.

137

22.

803.

099

26.

554.

108

14.

612.

910

27.

457.

125

6.

529:

249$

8.

001:

235$

10:

408:

571$

7.

207:

886$

11.

238:

144$

7

Rio de Janeiro

275.

976

300.

688

126.

361

64.

366

21.

478

82:

859$

92:

146$

60:

213$

34:

129$

22:

717$

8

Santos

--

30

--

20

145

--

59$

--

32$

322$

9

Paranaguá

--

--

--

140

--

--

--

--

59$

--

10

Antonina

--

99

--

--

--

--

72$

--

--

--

11

S. Francisco

120.

359

96.250

354.

010

409.

975

122.

165

33:

250$

32:

540$

137:

737$

172:

232$

40:

639$

12

Itajaí

770

--

92.

250

21.

825

147.

825

213$

--

39:

175$

9:

249$

50:

751$

13

Florianópolis

--

--

--

--

600

--

--

--

--

329$

14

Rio Grande

182.

354

14.

035

1.655

55.

081

137.

382

38:

465$

7:

125$

888$

16:

274$

39:

449$

15

Porto Alegre

1.814.

691

415.

183

2.562.

890

98.

325

1.893.

995

650:

353$

149:

417$

764:

759$

37:

172$

423:

044$

16

Santa Vitória do Palmar

--

--

--

--

770

--

--

--

--

872$

17

Corumbá

--

--

--

622

--

--

--

--

186$

--

Total geral

20.

390.

558

23.

629.

769

29.

691.

984

15.

263.

864

29.

781.

757

7.

335:

163$

8.

283:

150$

11.

413:

657$

7.

478:

141$

11.

816:

342$

Valor médio por quilo

--

--

--

--

--

$360

$350

$384

$490

$397

N.E.: nestas duas tabelas, a notação de alguns valores foi quebrada em mais de uma linha

Países de destino

Quantidade em quilos

Equivalência em mil-réis ouro

(27 d.)

  1905 1906 1907 1908 1909 1905 1906 1907 1908 1909

1

Alemanha

19.

471.

225

22.

291.

733

28.

403.

113

13.

961.

998

27.

137.

860

7.

018:

947$

7.

821:

260$

10.

884:

607$

6.

848:

100$

10.

826:

780$

2

Argentina

426.

192

370.

030

742.

299

753.

862

1.962.

573

142:

960$

121:

480$

304:

487$

373:

151$

727:

849$

3

Áustria-Hungria

166.

752

277.

275

103.

707

97.

275

675

41:

481$

79:

069$

37:

420$

41:

147$

334$

4

Bélgica

--

3.219

11.189

31

1.242

--

1:044$

4:781$

60$

742$

5

Bolívia

--

--

--

315

--

--

--

--

415$

--

6

Chile

300

822

4.824

4.679

5.153

1:169$

1:183$

2:469$

2:681$

2:001$

7

Daomé

5.600

11.200

5.600

--

--

3:434$

2:695$

1:488$

--

--

8

Estados Unidos

40

10

2

--

--

102$

12$

2$

--

--

9

França

2.800

8.680

--

89.744

94

1:940$

2:374$

--

40:077$

40$

10

Grã-Bretanha

117.

140

99.

227

56.

775

53.

385

70.

410

44:

359$

26:

780$

17:

219$

23:

575$

30:

311$

11

Holanda

--

--

1.440

--

--

--

--

621$

--

--

12

Itália

--

--

--

--

631

--

--

--

--

484$

13

Paraguai

--

--

--

850

--

--

--

--

461$

--

14

Peru

280

2.498

--

285

911

80$

1:075$

--

507$

395$

15

Portugal

90.

962

86.

344

48.

297

29.

448

94.

754

28:

398$

35:

703$

25:

363$

19:

248$

43:

670$

16

Uruguai

109.

267

478.

731

314.

738

271.

992

507.

454

52:

293$

190:

469$

135:

200$

128:

719$

183:

736$

Total

20.

390.

558

23.

629.

769

29.

691.

984

15.

263.

864

29.

781.

757

7.

335:

163$

8.

283:

150$

11.

413:

657$

7.

478:

141$

11.

816:

342$

Valor médio por quilo

--

--

--

--

--

$360

$350

$384

$490

$397

Nestes diferentes anos, foi o tabaco exportado do seguinte modo:

Anos Picado (quilos) Em rolo (quilos) Em folha (quilos)
1905 2.823 771.255 19.616.480
1906 3.424 679.727 22.946.618
1907 10.472 535.071 29.146.441
1908 5.057 685.177 14.573.630
1909 8.230 446.449 29.327.075

Conquanto ainda não avaliados em seus detalhes, a exportação do fumo e o seu valor em 1910 e 1911 foram englobadamente os seguintes:

Anos Exportação em quilos Valor em $ papel
1910 34.148.779 24.390:582$
1911 18.489.122 14.535:017$

É fácil ver, pelo quadro que damos acima, que a Alemanha é, incomparavelmente, o melhor freguês do fumo brasileiro. De fato, cerca de 90% do total do fumo exportado se destinam ao mercado alemão.

Até certo ponto, porém, a Alemanha é simplesmente intermediária, e é devido a esse fato a diminuição enorme que se nota na exportação para a Áustria-Hungria, que caiu de 277.275 quilos em 1906 a 675 quilos em 1909.

É entretanto indiscutível que o consumo do fumo brasileiro no interior do Império Alemão vai crescendo constantemente. A Argentina e o Uruguai são, depois da Alemanha, os melhores fregueses para o produto brasileiro; e não pode haver dúvida de que a procura, nestes países, crescerá com o seu aumento em população.

Leva para a página seguinte