HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS - TELEVISÃO
TV Mar (1)

A história da emissora é contada
pelo site Televisão Brasileira:
|

Logomarca em página Web da emissora, em 2003 (animação original de
Eduardo Fernandes)
Imagem: arquivo Novo Milênio
TV Mar
A TV Mar nasceu em 1992, e começou
retransmitindo o programação da Rede Manchete. Sempre produziu programas regionais como o telejornal Mar em Manchete,
Programa VIP, Mar Games, Consultório Médico, Mar Shopping Show e o famoso Jornal Opinião.
Em 1995, entrou no ar o Jornal Opinião, um programa de debates
que era apresentado por Hélio Ansaldo, um dos pioneiros da televisão brasileira. Com o seu falecimento o Jornal passou a
ser comandado por Paulo Schiff. Também passaram pelo Opinião Ferreira Netto e Francisco La Scala Jr. (atual
apresentador). Este telejornal foi o pai de muitos outros que vieram a seguir, inclusive o Notícias em Debate.
Em 1997, passou a transmitir o Ilha Porchat na TV, que era
exibido antes na TV Brasil e que foi por muito tempo o único programa de auditório da região. Era apresentado por Odárcio Ducci.
Quem não se lembra da abertura do programa: "Ilha, ilha, ilha, Ilha Porchat e você, Ilha, ilha, ilha, Ilha Porchat na TV..."?

Logomarca do noticiário da emissora, em 25/10/2001 (animação original de
Eduardo Fernandes)
Imagem: arquivo Novo Milênio
Em 1998, já sentindo o desgaste e a crise da Manchete, ela passa a
comprar as produções da TV Senac, para exibir no lugar dos exaustivos programas evangélicos e informerciais.
Em 1999, a TV Mar permaneceu fiel a Rede Manchete até o seu fim, chegou
a retransmitir o sinal da Rede TV! em sua fase antes de sua inauguração oficial, mas os anunciantes estavam fugindo e a TV Mar
para sobreviver foi obrigada a desligar-se da Rede TV! e passou a compor a Rede Record, que foi a que mais ganhou com a fim da
Manchete.
Desde então ela passou a ser transmitida durante algum tempo por dois
canais simultâneos (canal 6, que era a Record de SP, e canal 8, que era a Manchete). Manteve o nome de Mar em Manchete em
seu telejornal, deixando um vestígio de sua origem como afiliada da Manchete. Uma outra curiosidade é que quando a TV Mar se
desligou da Rede TV! estava sendo exibida a reprise da novela Pantanal, e quem assistia a reprise por essa emissora ficou
sem saber o final. A TV Mar cobre, além da cidade de Santos, toda a Baixada Santista e também o Litoral Norte até Ubatuba.
 |
Reportagem externa da TV Mar, em
matéria no bairro Caruara, em 21 de outubro de 2001, com o repórter Carlos Lopez e imagens de Gilberto Ludgero
Imagem: arquivo Novo Milênio
|

Apresentadores do telejornal Opinião, em 28/5/2003, às 13h05
(animação original da logomarca Opinião: Eduardo Fernandes)
Imagens: arquivo Novo Milênio

Publicidade da TV Mar, em 6 de abril de 2003, no Jornal da Orla,
página 3
|
|

Bailarinas do programa Ilha Porchat na TV

Orquestra do programa Ilha Porchat na TV

Grupo de jurados do concurso de calouros, no programa Ilha
Porchat na TV

Odárcio Ducci, presidente do Ilha Porchat Clube e apresentador do
programa Ilha Porchat na TV

Página
Web do programa Ilha Porchat na TV, encontrada em 2003 na Internet
|
Também a história da Rede Manchete é contada pelo site
Televisão Brasileira (aqui resumida):
| Rede Manchete
A Rede Manchete começou junto com a Rede SBT, com a
redistribuição de algumas concessões que integravam a Rede Tupi, além da TV Excelsior de São Paulo e da TV Continental do Rio de
Janeiro. No dia 19 de agosto de 1981, os empresários Adolpho Bloch e Silvio Santos assinaram, em Brasília, a concessão das duas
novas redes, mas a Manchete só começaria a transmitir dois anos depois, em 5 de junho de 1983, a partir do edifício Manchete, na
Rua do Russel, no Rio de Janeiro (daí o logo em que o "M" da emissora voava pelo Brasil até chegar ao telhado desse prédio).
Após o espetáculo de inauguração, Mundo Mágico, a emissora exibiu o primeiro filme, que seguia a mesma linha futurista da
Manchete: Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg.
Brigando diretamente pela audiência com as maiores emissoras brasileiras, a
Manchete obteve logo os direitos de transmissão do Carnaval carioca, em 1984. Em agosto desse ano estreou a minissérie
Marquesa de Santos, seguido exatos dois anos depois pela novela Dona Beija, além de outros sucessos, como Corpo
Santo (1987), Olho por Olho (1988), Kananga do Japão (1989) e Pantanal (1990). Em dezembro de 1990,
entrou no ar A História de Ana Raio e Zé Trovão, uma novela itinerante, que percorreu 14 mil quilômetros durante os dez
meses em que esteve no ar. Mas a emissora também amargou alguns fracassos de audiência, como a primeira novela Antonio Maria
e a série Tamanho Família, ambas em 1985.
Em janeiro de 1985, a emissora lançou como apresentadora de programas infantis a modelo loira
Xuxa Meneguel, que ao sair da Manchete teve sua vaga preenchida por outra loira estreante, Angélica (em 1987). Pepita Rodrigues,
Carlos Eduardo Dollabella e Miéle também tiveram programas na emissora, que se destacava pelo jornalismo e pelos documentários.
Em 1988, surge o humorístico Cadeira de Barbeiro, com Lucinha Lins e Cacá Rosset. No Cabaré do Barata, Agildo
Ribeiro contracenava com bonecos que caricaturavam os políticos que disputavam a campanha presidencial de 1990. Na mesma época,
Roberto Maia apresentava o programa jornalístico Documento Especial, abordando de forma incomum temas polêmicos e
sensacionalistas.
Os altos investimentos para a produção de uma "TV de 1ª classe", como se intitulava, e os
problemas econômicos do grupo Bloch - que levaram também ao fim da Editora Bloch e da revista semanal Manchete - afetaram
profundamente a emissora, que enfrentou diversas greves de funcionários e até dois embargos pelo Banco do Brasil, em julho de
1990 e em maio de 1995.
A famosa vinheta do "M"
voador
Fotos: site TV Memória
O grupo IBF, do empresário Hamilton Lucas de Oliveira, comprou a emissora, mas em março de
1993 não pagou a parcela da compra e das dívidas. Empregados, revoltados, colocam no ar um slide, denunciando o atraso nos
pagamentos. Após medida cautelar, o grupo Bloch reassumiu o controle da Manchete no mês seguinte, quando o logotipo da rede
passa a ser acompanhado do sobrenome do fundador, Bloch. Em julho, a emissora foi retirada do ar pelos próprios funcionários,
retornando em maio de 1995, ainda imersa na crise financeira, mas disposta a se recuperar apostando na teledramaturgia: no mesmo
ano, lança a novela Tocaia Grande, seguida em 1996 por Xica da Silva, o último grande sucesso.
Perseguida pelos problemas financeiros, a emissora foi vendida ao grupo religioso Renascer em
Cristo, em janeiro de 1999, mas com o não pagamento das dívidas o contrato foi desfeito um mês depois. Em maio, outra venda,
para o grupo TeleTV, do empresário Amilcare Dallevo Jr., que em junho colocou no ar uma vinheta anunciando a chegada da Rede
TV!. A programação consistia em programas evangélicos e de apresentações de produtos para venda direta, o que levou a maioria
das afiliadas, como a TV Mar, a abandonarem a rede. Só no final de 1999 começou a ser estruturada a nova programação da Rede
TV!, e a montagem de uma nova rede de retransmissoras.

Vinheta comemorativa dos 11 anos da TV Manchete, em 1992: vídeo postado por
Ademildo Filho no YouTube em 22/9/2009
Clique >>aqui<< ou na imagem para obter o arquivo de vídeo em formato MP4, com 10,3 MB a 644 kbps e
duração de 2'17". Também disponível no YouTube

Vinheta do Jornal da Manchete em 2007: vídeo postado no YouTube em 14/11/2009
Clique >>aqui<< ou na imagem para obter o arquivo de vídeo em formato MP4, com 1,02 MB a 649 kbps e
duração de 13". Também disponível no YouTube |
Ouça (arquivos de som cedidos pelo site
TV Memória) formato MP3:
Primeira vinheta da TV Manchete (1983) (19 kb, 188 kb, 44 KHz, 128 kbps, 9 segundos)
Abertura tradicional da programação da emissora, de 1983 a 1999 (o "M" voando pelos céus do
Brasil) (372 Kb, 95 segundos)
Vinheta da TV Manchete, aos 12 anos (em 1995) (19 kb, 5 segundos)
Veja e ouça (arquivos de vídeo cedidos a Novo Milênio pelo
produtor, Eduardo Fernandes):

|