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HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS
Pressa, bênção e fim de papo. É a sirene (1)

Texto publicado na edição especial de 90 anos do jornal santista A Tribuna, em 26 de março de 1983:

Pressa, bênção e fim de papo. É a sirene

Tem gente que se benze. Tem gente que sai apressada. Tem gente que encerra o papo pela metade. Tem gente que acerta os ponteiros. Tem gente que não sabe viver sem ela.

É assim há muitos anos. Desde que A Tribuna - então só no prédio na Rua General Câmara -, logo após a mudança para esse local, em 1932, instalou a sirene de oito cornetas, italiana, tocada ao meio-dia.


Foto publicada com a matéria

Não demorou muito e os moradores de Santos acostumaram-se a ouvir a sirene de A Tribuna: "Graças a Deus ganhei meio-dia", diziam os portugueses de então e, logo depois, o pessoal do comércio e todos os que estavam no Centro às 12 horas. E diziam a frase no ritmo do sinal da cruz, em vez da tradicional bênção. A herança continua hoje.

Quando a sirene tocava duas vezes, por lapso do tocador ou por qualquer defeito técnico, era a maior confusão. Foi assim - e o caso ficou famoso - em plena 2ª Guerra Mundial, quando a sirene tocou ao meio-dia e também às 12h10, por descuido dos encarregados de acioná-la. O povo pensou que A Tribuna anunciava o fim da guerra e em pouco tempo muita gente adentrou o prédio da General Câmara, querendo saber de detalhes do "fim da guerra". Era tanta gente - como lembram as pessoas na época - que os bondes chegavam vazios ao ponto final: todos saltavam antes para saber por que a sirene tocou duas vezes...

Com a mudança de vários setores para o Edifício Olímpio Lima, na Rua João Pessoa, durante algum tempo os santistas continuaram ouvindo a tradicional sirene do prédio velho. Há pouco mais de cinco anos, porém, a antiga sirene foi aposentada, e substituída por outra menor, também de oito cornetas, de fabricação nacional e instalada no alto do novo prédio. Lá, atinge maior distância e emite o som das 12 horas para maior número de santistas.

No dia em que se esquece de tocar a sirene - ou quando ocorre algum problema técnico, como no início deste ano, quando a sirene ficou três dias sem funcionar - os telefones de A Tribuna não param de tocar, tanta gente reclama e indaga o porquê de a sirene deixar de anunciar o meio-dia. Tem gente que até deixa de fazer o sinal da cruz ou se esquece de ir para casa almoçar...

A sirene atual, de dois tons - um, inicial, agudo, e outro final, mais grave -, é acionada por funcionário da Rádio A Tribuna, no 9º andar do edifício, de acordo com o horário fornecido pela Rádio Relógio do Rio de Janeiro, que dá a hora oficial do Brasil.

O sucesso do toque ao meio-dia - anunciando o horário do almoço no Centro - é tanto que muita gente tem solicitado a A Tribuna que a sirene toque também no final do expediente vespertino, às 18 horas.

Veja e ouça a sirene de A Tribuna:

Arquivo padrão Windows Media Video (.WMV), com 3,51 MB - 56 segundos -, registrado em 17 de maio de 2007 na confluência das ruas General Câmara e Itororó (clique na imagem para iniciar):

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