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Bonde com tração
animal, defronte à Intendência Municipal
Foto: cartão postal
Segundo o pesquisador Allen Morrison, de New York, uma linha de
bondes com tração animal, inaugurada em 9/11/1873, serviu a cidade por 42 anos e a Rio Grandense Light & Power Syndicate, Ltd.,
registrada em Londres em 17/5/1912, instalou iluminação pública elétrica em Pelotas em 1914, iniciando a construção de uma linha
de bondes elétricos junto com a empresa argentina Buxton, Cassini & Compañía, de Buenos Aires, começando a funcionar em
20/10/1915.

Foto cedida pelo
pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA
Nesta foto, o bonde "Imperial", com dois andares, trafegando em
Pelotas a partir de 1916. Foram empregados então cinco bondes de dois andares, possivelmente os maiores já operados no Brasil,
maiores que os "Imperiais" de Porto Alegre. Em contraste, em março de 1920 a RGL&PS encomendou dois bondes Birney, que foram
então os menores já operados no Brasil, sendo possivelmente os primeiros do gênero a operar no Hemisfério Sul. Em 1922, os
bondes de dois andares foram reconstruídos como veículos de um andar apenas.

Pelotas servida por
bondes elétricos, em meados da primeira metade do século XX
Foto: cartão postal

A Pelotas Tramways Co., que operou o sistema para a RGL&PS, foi
adquirida em 1930 pela Electric Bond & Share, que atuou na cidade com o nome de Companhia de Energia Elétrica Rio Grandense. O
sistema de bondes foi encerrado em abril de 1955, não deixando vestígios físicos na cidade.
A viagem pelos trilhos do Brasil
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