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Foto: reprodução de 100 Anos de
República, volume I (1889-1903), Editora Nova Cultural, São Paulo/SP, 1989
Começava o século XX, as cidades começam a receber eletricidade
e outros melhoramentos e suas ruas se tornam mais agitadas. Como em várias outras cidades brasileiras, também a capital mineira,
Belo Horizonte, tem inaugurado seu primeiro serviço de bondes, em 1902.

Foto cedida pelo pesquisador
norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA
Pouco tempo depois, o serviço seria eletrificado, como na foto
acima, de um bonde elétrico circulando pela Avenida Afonso Pena.

Foto: reprodução de
antigo cartão postal
Acima, em postal do início do século XX, vê-se vários bondes
elétricos circulando defronte ao edifício da distribuidora de eletricidade.

Foto: reprodução de
antigo cartão postal
Acima, outra imagem reproduzida de cartão postal da mesma época, mostrando
uma avenida na capital mineira e seus bondes elétricos.
E, na foto abaixo, de meados do século XX, vê-se a Praça 7
(Praça Sete de Setembro), cujo obelisco é conhecido pelos moradores como Pirulito, na confluência das avenidas Afonso
Pena e Amazonas. A vegetação vista no canto superior esquerdo da foto pertence ao parque municipal. Nesta avenida, no trecho
defronte ao parque, aos domingos, é realizada uma famosa feira de artesanato.

Foto cedida pelo
pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA
Fundada em 1890, Belo Horizonte foi a primeira cidade planejada no
Brasil, bem antes de Brasília. Segundo o pesquisador estadunidense Allen Morrison, uma linha de bondes a vapor, o Ramal Férreo
Urbano, começou a operar com locomotivas Baldwin em 7/9/1895 e três anos depois já existiam seis rotas, com 27 km de trilhos. Os
hotéis Romaneli e Lima inauguraram um serviço conjunto de veículos puxados por cavalos, para transportar seus hóspedes desde a
estação ferroviária.
Em 2/9/1902, com apenas 12 anos de existência, Belo Horizonte
se tornou a quinta cidade no Brasil - depois de Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e São Paulo - a ter bondes elétricos,
instalados pela General Electric (GE) sob a supervisão do empresário local Júlio Brandão, com veículos estadunidenses. Eduardo
Guinle, que tinha se tornado o principal agente da GE no Brasil em 1903, assumiu o gerenciamento da Ferro-Carril de Bello
Horizonte logo depois e em 21/3/1912 o controle da empresa passou à Companhia de Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais.
Os primeiros ônibus na capital mineira rodaram em 1922 e a
corporação estadunidense Electric Bond & Share assumiu o controle de todas as instalações, inclusive dos bondes, em 1929. Sua
subsidiária Companhia Força e Luz de Minas Gerais abriu nova rota de bondes para as instalações ferroviárias do Horto em 1938 e
começou a construir veículos em 1940, inclusive amplos bondes fechados. Em 1/1/1959, o serviço foi municipalizado e entregue ao
Departamento de Bondes e Ônibus, que operou o último bonde em Belo Horizonte no dia 30/6/1963.
O bonde prefixo 75 permanece estacionado no Museu Histórico Abílio Barreto, na Rua Bernardo
Mascarenhas, e alguns outros bondes foram enviados a várias cidades. Em 1951, Belo Horizonte adquiriu os primeiros quatro
trólebus, inaugurando o segundo sistema brasileiro do gênero em 30/5/1953, para substituir os bondes em nove linhas nos lados
Sul e Leste da cidade. A operação de trólebus cessou em 22/1/1969. Permaneceram os serviços de trens elétricos suburbanos para
Betim, Sabará, Raposos e Rio Acima.
A viagem pelos trilhos do Brasil
continua... |