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Última modificação em (mês/dia/ano/horário): 05/02/04 10:05:40
Edição 130 - Abr/2004

Construção

Vila Rica: os diferenciais do West Village

Modernas técnicas de engenharia, soluções criativas e arquitetura arrojada

A Engeterpa Construção e Incorporação está implantando na Vila Rica, em Santos, o Edifício West Village. O empreendimento traz uma série de diferenciais no segmento residencial de alto padrão, a partir de uma solução arquitetônica arrojada, executada pelo arquiteto Edgar Pistelli, e enfrenta com criatividade alguns problemas sérios na construção civil, como a praga do cupim, que atinge grande parte dos edifícios no Litoral Paulista.

Para o engenheiro responsável Wagner Conde, a concepção do West Village marca a experiência da Engeterpa, que atua há 34 anos no mercado, totalizando 645 obras em todo o País. Atenta à constante evolução do setor, a empresa empregou modernas técnicas de engenharia, por meio da parceria com fornecedores tradicionais, o que proporciona um ritmo industrial ao cronograma da obra, que tem entrega marcada para junho de 2005.

Definida a localização privilegiada, na Rua Mato Grosso, 262, no coração da Vila Rica, a primeira preocupação da construtora foi com o projeto de descupinização do subsolo, visando prevenir a praga, que costuma atingir o concreto e a madeira. Conforme explicou o engenheiro Wagner, além da instalação de cortinas e barreiras químicas, o projeto incluiu uma prumada de pvc, com o objetivo de aplicar uma descupinização freqüente, por exemplo, a cada 5 anos.


Projeto do arquiteto Edgar Pistelli criou um escalonamento no 10º andar, dando um movimento interessante à fachada do edifício e quebrando a monotonia de empreendimentos do gênero

A utilização de fundações profundas é uma necessidade para o difícil solo de Santos, mas a escolha do sistema recaiu para o tipo de estacas escavadas, atingindo a profundidade de 50 metros, que, embora mais oneroso que o pré-moldado, provoca menos impacto, pois não usa bate-estacas, minimizando problemas com vizinhos. "É uma evolução do estaqueamento", frisou Wagner. O sistema foi executado pela Fundesp, de São Paulo. Foram 25 estacas, com a utilização de 1.100 m3 de concreto. "A quantidade de concreto utilizado nas fundações será o mesmo para toda a estrutura do prédio", comparou o engenheiro. Todo o concreto está sendo fornecido pela Embu S/A.

No terreno de 880 m² está sendo erguida uma torre de 19 pavimentos, com 16 andares e área construída de 6.500 m². No total, serão 20 apartamentos, entre os quais uma cobertura de 350 m2 de área útil. Do 1º ao 15º andar, há vários tipos de apartamento, com opção de cinco plantas. No mezanino foi reservado espaço para o salão de festas, uma das poucas áreas comuns do edifício, já que elas foram propositadamente minimizadas, com o objetivo de reduzir despesas condominiais.

Adotando soluções industriais, é utilizado o sistema ferro Belgo pronto, que vem cortado e dobrado da usina. O sistema minimiza a perda do aço e torna a obra mais limpa. A alvenaria é paginada, que também otimiza tempo e diminui a sujeira. "A Engeterpa adota técnicas para fazer uma obra mais limpa e sem desperdício de material. Estamos empenhados na qualidade de nossos processos, em busca da certificação da empresa", revelou.

O West Village será equipado com dois elevadores Atlas Schindler, cabinas tipo Abitare, com acabamento em aço inoxidável, dotados do sistema de acionamento com variação de freqüência e tensão, VVVF. Os elevadores têm capacidade para 8 passageiros, velocidade de 75 m/min, e possuem dispositivo automático para funcionarem com força de emergência, desde que o edifício seja provido de gerador. Já o elevador social é dotado de controle de acesso através de senha, o Atlas Code, proporcionando mais segurança aos moradores.

O projeto contemplou a climatização por meio do sistema split, com lugares determinados para instalação desses aparelhos. Toda a cerâmica é Eliane. No piso da sala, contudo, está sendo dada opção ao comprador, porcelanato ou assoalho de madeira.

As vendas e o financiamento estão sendo feitos diretamente com a construtora em até 60 meses, ou bancário. A vantagem da compra da unidade na fase de construção é evidente: segundo informa o engenheiro, desde o lançamento em junho de 2003, já houve um aumento em 25% no preço da tabela e a tendência é aumentar. "Além de ter mais prazo para pagar, paga-se mais barato", frisa, ao citar que os preços variam entre R$ 291 mil a R$ 670 mil.

Há poucas unidades a venda. E para quem já possui a sua, a Engeterpa dá uma lição de transparência: a cada 30 dias envia aos condôminos um relatório sobre o andamento da obra para mantê-los informados.


Obra mantém ritmo industrial: pelo cronograma, entrega das chaves está marcada para 6/2005
Foto: Sandra Netto

Interação e arquitetura equilibrada

O arquiteto Edgar Pistelli resume que o projeto do edifício residencial West Village contempla toda a sofisticação de uma área refinada de Nova Iorque. A arquitetura da fachada tem um toque contemporâneo e o escalonamento existente no 10º andar cria um movimento interessante, quebrando a monotonia de edifícios do gênero.

Todos os apartamentos são de frente, com sacada e churrasqueira, com plantas variadas intercalando-se nos 16 andares. Plantas que vão de penthouse's de dois e um por andar, além das plantas unificadas, que tornam o projeto adequado a diferentes estilos de vida.

O projeto apresenta uma entrada monumental, mas sem oferecer visão interior, onde Edgar Pistelli procurou dar um ar de curiosidade e ajudar na privacidade e segurança, hoje tão preocupante nas cidades. "O que ajudou nosso trabalho foi a interação e a aposta da construtora em novos conceitos", reconhece o arquiteto. "A satisfação e o prazer que tivemos resultou numa arquitetura diferenciada e equilibrada".


Transparência da Engeterpa: a cada 30 dias, condôminos recebem relatório sobre a obra
Foto: Sandra Netto