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Edição 109 - JUN/2002 

Especial
Obras no fundo do mar (I)
Empreendimentos foram instalados em Israel e numa ilha artificial em Dubai

Carlos Pimentel Mendes (*)

Sheerazade, Ali-baba e outros personagens da principal peça da mitologia árabe, as 1001 Noites, agora têm companhia. Está sendo escrito o livro 1001 Arab Nights at the Burj Al Arab, para narrar o "incrível projeto" desse hotel, que além de ser o mais alto do mundo e instalado em uma ilha artificial, ainda abriga um original restaurante no fundo do mar. O hotel e o restaurante são parte do complexo Jumeirah Beach Resort Development, instalado numa ilha artificial em Dubai e controlado pelo xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum.

Hotel Burj Al Arab, numa ilha artificial no litoral de Dubai
E, na cidade israelense de Eilat, há também um famoso restaurante submarino, o Red Sea Star, parte do complexo Red Sea Star Underwater Observatory, Restaurant and Bar, que inclui ainda um bar e um observatório submarino, num investimento global de US$ 8 milhões. No restaurante, os hóspedes descem por um elevador até um aquário reverso, com 62 janelões, em estilo Salvador Dali, pelos quais observam peixes tropicais e corais vivos para ali transplantados, esponjas, estrelas-do-mar e delfins curiosos.
Restaurante Al Mahara, no Hotel Burj Al Arab
Hotel – O empreendimento árabe tem página Web. Esse hotel de luxo em Dubai tem 202 suítes, três instalações para alimentação e bebidas, um salão de banquetes do Health Club, com 5.600 m² e salas de conferências, sendo desenvolvido pelos arquitetos e engenheiros WS Atkins.

Restaurante Al Muntaha: vista panorâmica de DubaiSituado 15 km ao Sul da cidade de Dubai, o hotel Burj Al Arab e o parque aquático Wild Wadi são parte de uma ilha artificial distante 280 metros da praia, à qual está ligada por uma via de acesso em curva. A construção começou em 1994, sobre pilares enterrados a até 40 metros abaixo do leito subaquático. Com 321 metros de altura, é mais alto que a da Torre Eiffel e apenas 60 metros menor que o edifício Empire State, de New York.

O prédio, em formato de um veleiro, compreende um heliponto no 28º andar e um restaurante panorâmico semi-suspenso no ar, tornando-se um ícone de referência na paisagem de Dubai. A fachada que dá a forma ao veleiro foi produzida em tela dupla de fibra de vidro protegida com Teflon, sendo a primeira vez que tal tecnologia foi usada verticalmente dessa forma e nessa extensão em qualquer edifício do mundo. Mantém-se branca durante o dia e é usada para formar um arco-íris de mostradores Ponte dá acesso à ilha do complexo que inclui o Burj Al Arabiluminados à noite, "criando um brilhante prólogo para as maravilhas que esperam o hóspede em seu interior", como explicam os responsáveis pelo empreendimento.

Todas as unidades para hóspedes são suítes, sendo 142 Deluxe, 18 panorâmicas e 4 padrão Club (todas com um quarto), mais 28 suítes com dois quartos, seis suítes com três quartos, duas suítes presidenciais e duas suítes reais. Todas têm janelas panorâmicas, oferecendo ampla vista para o mar, e medem entre 170 e 780 metros quadrados, sendo equipadas com a mais moderna tecnologia, incluindo computadores laptop e acesso à Internet. O controle remoto do televisor gerencia inúmeros serviços e funções, inclusive observar o visitante que chega e abrir a porta para ele, sem sair da cama.

As duas suítes reais ficam acima das demais, no 25º andar, com itens especiais de Atrium do Burj Al Arabluxo como elevador e cinema privativos, camas rotativas, salas de encontro arábicas (denominadas majlis), as mais luxuosas peças decorativas procedentes de todo o mundo para compor ambientes exclusivos especialmente criados.

O Burj Al Arab inclui instalações tecnologicamente avançadas para reuniões e conferências no 27º andar, em ambiente com terraço externo e decoração suntuosa que inclui pilares de mármore apoiando um domo dourado central, com um grande lustre de cristal lapidado ao centro. Complementando a instalação principal, há diversas suítes de conferência.

O complexo abriga ainda um clube Spa & Saúde, o Assawan, no 18º andar, com decoração extravagante que é uma reminiscência das salas de banho usadas pelas antigas civilizações do Oriente Médio.

Os restaurantes – Em árabe, Al Muntaha significa "o máximo, o melhor". No Burj Al Arab, o restaurante com esse nome pretende superar as expectativas dos hóspedes, suspenso 200 metros acima do Golfo Árabe, oferecendo assim uma vista exclusiva de Dubai e todo o seu entorno. É acessado por um elevador panorâmico expresso que Um dos restaurantes do Burj Al Arab: hospitalidade árabese movimenta a seis metros por segundo, e serve até 140 pessoas simultaneamente, especializando-se em cozinha mediterrânea. Inclui uma área especial para coquetéis e bebidas pré e pós-refeição.

O segundo restaurante é o Al Mahara, um "paraíso das comidas do mar que mergulha no Golfo Árabe para deliciar seus convidados, tornando os jantares uma experiência memorável e excitante, após uma viagem submarina de três minutos a partir do lobby do hotel", como definem os responsáveis pelo complexo. A área principal do restaurante é cercada pela variada vida marinha no Golfo, e os clientes podem escolher ainda uma das três salas de jantar privativas.

E o terceiro restaurante principal do complexo (existem instalações menores também à beira da piscina, no átrio e no mezzanino) é o Al Iwan, ao nível do mar, flanqueado por colunas douradas e adjacente ao lobby principal, oferecendo aos convidados a hospitalidade árabe, desde o café da manhã a amplos banquetes. Além da espetacular vista marítima, conta com decoração que combina objetos tradicionais de arte para criar um ambiente acolhedor e relaxante.

(*) Carlos Pimentel Mendes é jornalista, editor do jornal eletrônico Novo Milênio.

Hotel Burj Al Arab, numa ilha artificial no litoral de Dubai
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