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Clermont consegue evitar o pagamento de mais R$ 6 milhões para a
Ilha Tatu
Preço da ilha sobe para R$ 26 milhões
Num movimento rápido, o prefeito
Clermont Castor, através de sua assessoria jurídica, conseguiu ontem à tarde (9) evitar o seqüestro judicial de mais R$ 6
milhões dos cofres municipais que se somariam aos R$ 20 milhões já pagos pela desapropriação da Ilha Tatu, localizada no mangue
e que pertence à União.
Ontem à tarde, a juíza Simone Curado, da 1ª Vara de Cubatão,
deferiu pedido da Prefeitura de Cubatão do desbloqueio das verbas essenciais (educação, saúde, folha de pagamento etc.) e
suspendeu o seqüestro que está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça. Com isso, os R$ 6 milhões que já estavam sendo
preparados para serem transferidos para a conta bancária de Júlio Paixão Filho a título de pagamento de correção monetária e
juros compensatórios, permaneceram nas contas bancárias da Prefeitura no Banespa e na Nossa Caixa.
Rapidez - Os comentários entre os advogados da Cidade,
ontem à tarde, giravam em torno da rapidez da Justiça em atender o pedido de seqüestro e a rapidez, também, do secretário
municipal de Assuntos Jurídicos, André Guerato, e da Procuradoria Geral da Prefeitura, Vera Denise Santana Azanha do Nascimento.
Segundo os comentários, o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo protocolou a Execução da Carta de Ordem (com o pedido do seqüestro) no Fórum de Cubatão na segunda-feira passada (6). Às
11 horas do dia seguinte, sempre segundo os comentários, a juíza Simone Curado já havia autorizado o seqüestro dos R$ 6 milhões.
Tudo em menos de 24 horas.
Na mesma rapidez, por orientação do prefeito Clermont Castor, seus
assessores jurídicos ingressaram no Tribunal de Justiça com o pedido de desbloqueio das verbas essenciais e conseguiram, junto à
juíza da 1ª Vara de Cubatão, o deferimento do pedido.
Até que o Tribunal de Justiça defina a questão, o dinheiro da
Prefeitura não poderá ser "levantado" por Júlio Paixão Filho e será empregado no pagamento da folha salarial (abono), na saúde e
na educação, entre outros itens considerados essenciais pela legislação.
O prefeito - Clermont Castor, que desde seu primeiro dia do
primeiro mandato vem lutando para conseguir a suspensão dos pagamentos dos precatórios considerados irregulares, principalmente
aqueles originados em desapropriações de terras de propriedade da União, estava satisfeito por haver conseguido evitar esse
segundo seqüestro das contas públicas.
O primeiro, de R$ 20 milhões, para o pagamento da desapropriação
da Ilha Tatu realizada durante o segundo governo de Osvaldo Passarelli, foi provocado pela quebra da ordem cronológica dos
pagamentos dos precatórios (acontece quando um precatório é pago na frente de outro) no terceiro governo de... Osvaldo
Passarelli.
Indústria - A verdadeira indústria das desapropriações,
várias consideradas irregulares, aconteceu nas sucessivas administrações dos ex-prefeitos Nei Serra e Osvaldo Passarelli,
provocando uma dívida de mais de R$ 225 milhões que só começou a ser paga na administração de Clermont Castor. Muitas em áreas
de propriedade da União e, portanto, impedidas por lei de sofrerem desapropriação.
Ilha Tatu - A desapropriação da Ilha Tatu é um exemplo
clássico do que ocorreu nas administrações anteriores. Osvaldo Passarelli desapropriou a ilha, localizada no meio do mangue, sob
a justificativa de construir um conjunto habitacional para os servidores municipais. O processo de desapropriação foi um dos
mais rápidos que se tem conhecimento na história da administração pública. Coisa de uma semana. Depois, o poder público desistiu
da desapropriação e devolveu a ilha para Júlio Paixão, que entrou na Justiça para cobrar os prejuízos.
A Justiça condenou a Prefeitura a pagar R$ 20 milhões, que viraram
precatórios (pagos em dez meses). Na administração Passarelli (a terceira) foi provocada a quebra da ordem cronológica de
pagamento e o herdeiro de Júlio Paixão (Filho) conseguiu em 2003 o seqüestro de R$ 20 milhões dos cofres públicos.
Os seis milhões que ontem quase passaram para a conta bancária de
Júlio Paixão Filho foram determinados pela Justiça para pagamento de juros.
Final da história: a Ilha Tatu, que continua não
pertencendo à Prefeitura, já custou aos cofres municipais R$ 20 milhões e poderá custar mais R$ 6 milhõs se a Justiça não
reconsiderar.

O prefeito considerou uma vitória a suspensão do seqüestro
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