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Em dias chuvosos fica
ainda mais difícil percorrer as ruas do bairro,
que se transformam em
atoleiros
Foto: Raimundo Rosa,
publicada com a matéria
CUBATÃO
Parque São Luiz cobra melhorias
Bairro, que fica próximo ao Jardim Casqueiro,
carece de iluminação, malha cicloviária e asfalto
Rafael Motta
Da Redação
De um lado, os bolsões 7, 8 (também
chamado Jardim Nova República) e 9. Do outro, separado pela Rodovia
dos Imigrantes, o Parque São Luiz, bairro próximo ao Jardim Casqueiro e para onde se vai através
de passarelas. E é na chegada ao outro lado que começam os problemas de locomoção e segurança para moradores, visitantes e
alunos do Centro de Atividades Décio de Paula Leite Novaes, mantido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).
Na última quinta-feira, A Tribuna esteve no Parque São Luiz, núcleo em
rápida expansão e onde vivem em torno de 220 famílias. E viu que o mato alto em terrenos particulares e no canteiro entre o
acostamento da Imigrantes e a Avenida Lya Maria Teixeira Perdil Pinheiro, paralela à pista, é um convite à ação de criminosos.
"Já houve uns 15 estupros por aqui", conta o presidente da Sociedade de
Melhoramentos do Parque São Luiz, Antônio Vieira da Silva, o Toninho. Há dois anos, ele conseguiu da Prefeitura
iluminação pública. Mas, segundo afirma, é insuficiente para clarear o canteiro - passagem obrigatória de pedestres e ciclistas,
que precisam cruzar frágeis pontilhões de madeira para superar o córrego entre o acostamento da pista e a Avenida Lya Maria.
Em dias de chuva, é ainda mais difícil percorrer as vias de terra do São Luiz.
Sem asfalto, mesmo a avenida se transforma num atoleiro.
"Seria bom se abrissem uma ciclovia na descida da passarela principal que
interliga os bolsões e o São Luiz. Ela seria iluminada, se estenderia até a avenida principal (Comendador Francisco Bernardo,
que corta a Lya Maria) e, dali, até o Casqueiro", propõe Toninho.
O que fazer? - A assessoria de imprensa da Prefeitura respondeu que a
pavimentação, iluminação e execução de calçada entre o Sesi e a passarela de acesso aos bolsões já estão previstos. Dependem do
fim de obras da Sabesp no local. Também foi citado que haverá "malha cicloviária" nos bolsões 7, 8 e 9, Parque São Luiz, Jardim
Casqueiro e Ilha Caraguatá. E ocorrerão contatos com a Ecovias, concessionária do Sistema
Anchieta-Imigrantes, para se abrir uma ciclovia no acostamento da rodovia.
O Município disse haver 40 terrenos sem muros e com mato, mas apenas dois
"estão fora dos padrões tolerados", com vegetação de altura superior a 40 centímetros. Seus donos foram autuados em junho. |