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HISTÓRIAS E LENDAS DE BERTIOGA - FORTE S. JOÃO - BIBLIOTECA NM
Primeira fortaleza da colonização afonsina (3)

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Com o primitivo nome de Sant'Iago e depois rebatizado como Fortaleza de São João da Barra de Bertioga, tendo à frente (do outro lado do canal, já na ilha de Santo Amaro) o Forte de São Felipe, conserva-se até hoje em destaque no município essa edificação do século XVI.

 

Um livrete de 62 páginas, produzido em 1967 pela Comissão Organizadora do Museu João Ramalho, com apoio do Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga, descreve (em português e em inglês, traduzido por Maria Ângela Lobo de Freitas Levy) esse museu, instalado na fortaleza. A obra foi composta e impressa nas oficinas de Artes Gráficas Bisordi S.A., na capital paulista. O exemplar pertence ao acervo do professor e pesquisador de História, Francisco Carballa, de Santos (transcrição integral - páginas 20 a 34):
 

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Guia do Museu João Ramalho

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Vide nº 1 do Catálogo

Foto publicada na página 19 do livrete

Catálogo do Museu João Ramalho

PARTE EXTERNA

Nº 1 – cruzeiro de ferro do século XVI, com a esfera armilar, proveniente de Caravelas, no Estado da Bahia. Doação do dr. Hermínio Lunardelli.

Nº 2 – armação de ferro para cacimba, cópia.

Nº 3 – canhões (3) de ferro, dois colocados na plataforma do Forte e um no gramado. Doação da Escola Naval.

Nº 4 – mastro de festa, de madeira, colorido.


Vide nº 3 do Catálogo

Foto publicada na página 51 do livrete

Alpendre

Nº 5 – oratório jesuítico, do século XVII, de sucupira, alt. 1,10 m por 0,83 m de largo e 0,21 m de fundo.

Nº 6 – par de castiçais de madeira (cedro do século XIX, alt. 0,60 m.

Nº 7 – crucifixo pequeno, de madeira, pintado de verde, com o Cristo de chumbo. Doação do dr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto.

Nº 8 – pia batismal, de pedra, proveniente da igreja do Cubatão, diam. 0,48 m.


Vide nº 5 do Catálogo

Foto publicada na página 52 do livrete

Nº 9 - confessionário colonial, de canela, pintado de azul, alt. 1,65 m. Doação de Lúcia Figueira de Mello Falkenberg.

Nº 10 – par de vasos de altar, para palmas, de madeira imitando mármore, alt. 0,33 cm. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 11 – crucifixo de madeira, pintado de preto, com resplendor de talha dourado, com Cristo de madeira, policromado, alt. 0,74 cm. Doação de Paulo Monteiro.

Nº 12 – quadro contendo poesia do Padre José de Anchieta, traduzido do tupi por Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, em pergaminho. Oferta do calígrafo J. T. C. Chaguri. Texto na página nº 2r. (N. E.: na verdade, página 58)

Nº 13 – Jesus carregando a Cruz – imagem encontrada numa pequena capela no litoral Norte de São Paulo.


Vide nº 8 do Catálogo

Foto publicada na página 52 do livrete

PARTE INTERNA
Sala de entrada

Nº 14 – mesa rústica, de canela, do litoral paulista, alt. 0,86 m, tampo 1,27 m x 0,63 m.

Nº 15 – par de cadeiras de dobrar, tipo conhecido por "Bandeirantes" por seu fácil transporte em lombo de animais.

Nº 16 – par de cadeiras rústicas coloniais, de madeira, com assento de junco trançado, tipo do século XVII, com travessa superior do espaldar de forma pentagonal, de uso tanto no Brasil como na Espanha e suas colônias americanas.

Nº 17 – gamela de faveiro, usada no litoral.

Nº 18 – bandeira das "Quinas", com seu mastro.

Nº 19 – bandeira da "Ordem de Cristo", com seu mastro.

Nº 20 – retrato alusivo a João Ramalho – feito por Hermann Greiser; palavras do dr. Aureliano Leite.

Nº 21 – quadro contendo um mapa policromado, do século XVII, representando parte da Costa e no qual é assinalado o Forte São João da Bertioga. Proveniente da obra do carmelita João José de Santa Teresa, "Isotrie delle guerre del Regno del Brasile accurade tra la corona di Portugallo e la Republica di Ollanda composta e offerta allo sagra Reale Maesdá di Pietro Secondo Ré di Portugallo", Roma, 1698. (Vide Rubens Borba de Morais: "Bibliografia Brasiliana", 2º vol., pág. 230). O mapa foi reproduzido na capa. Doação do dr. Herminio Lunardelli.

Nº 22 – cofre de madeira usado pelos "Bandeirantes" – em custódia – pertence a d. Lúcia Falkenberg.

Nº 23 – quadro contendo planta do Forte, cópia do original existente no Arquivo do Estado de São Paulo [1] e que foi levantada em 1817 por Rubino José Felizardo da Costa, por ordem do Conde da Palma.

Nº 24 – quadro contendo a poesia "Celula Mater" do poeta Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, escrita em caracteres góticos por J. T. C. Chaguri.

Nº 25 – par de candeias de ferro. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 26 – banco tripé colonial, de cedro.

Nº 27 – ferro para confecção de hóstias, jesuítico. Doação da sra. Zelina Castelo Branco, hastes 0,65 m, chapas gravadas de 0,15 m.


Vide nº 28 do Catálogo

Foto publicada na página 55 do livrete

"Quarto do Oficial"

Nº 28 – catre de jacarandá com leito de couro, cabeceira recortada, pés torneados com barramentos, remates das colunas em tronco de pirâmide. Exemplar de transição com alguns característicos do século XVII e outros já do XVIII. Leito: 1,65 m x 0,70 m, alt. 0,50 m. Doação do dr. Hermínio Lunardelli.

Nº 29 – crucifixo primitivo paulista, de madeira, com Cristo e Nossa Senhora policromados, alt, 0,36 m. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 30 – mesa baixa de canela, do litoral paulista. Tampo 1,00 m x 0,62 m, alt. 0,47 m.

Nº 31 – oratório colonial de madeira, pintado, alt. 0,78 m, larg. 0,40 m e 0,20 m de fundo. Doação da sra. Rita Lebre de Mello Corrêa Dias.


Vide nºs 30 e 31 do Catálogo

Foto publicada na página 52 do livrete

Nº 32 – mocho de madeira, com assento de couro do litoral do Estado, alt. 0,48 m e 0,32 m de assento.

Nº 33 – pote de barro paulista.

Nº 34 – São Domingos, imagem de barro paulista, alt. 0,24 m. Doação da sra. Rita Lebre de Mello Corrêa Dias.

Nº 35 – castiçal antigo de estanho, alt. 0,20 m. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 36 – missal de 1789, editor Belin, em francês, capa de couro. Doação de Pedro de Oliveira Ribeiro Neto.

Nº 37 – jarra e bacia de barro – litoral paulista.


Vide nºs 15-16 e 38 do Catálogo

Foto publicada na página 55 do livrete

Nº 38 – cadeira articulada de canela, assento de sola trabalhada e tacheado, travessas do espaldar de madeira, exemplar do gênero do século XVII. Doação de Lúcia Figueira de Mello Falkenberg.

Nº 39 – cabide rural de madeira, pintado, com seis braços e prateleira. Comprimento: 1,70 m por 0,24 m de fundo e 0,27 m de alto. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 40 – toalha de algodão franjada em barras de abrolhos. Doação da sra. Rita Lebre de Mello Corrêa Dias.

Nº 41 – arca de cedro do litoral, com alças de ferro e fechadura.

Nº 42 – candeia de ferro antiga, usada no litoral com óleo de baleia. Doação da sra. Maria José Botelho Egas.


Vide nº 43 do Catálogo

Foto publicada na página 52 do livrete

"Corredor"

Nº 43 – imagem de Santo Antônio com livro e Menino Jesus, de cedro policromado, que pertence à Ermida de Santo Antônio de Guaibê, na Ilha de Santo Amaro, talha do século XVII, em custódia, alt. 0,95 m.

Nº 44 – chave encontrada na Ermida Santo Antônio de Guaibê.

Nº 45 – mocho pequeno, usado no litoral paulista.

Nº 46 – bandeira de mastro de festa – com requadro de madeira representando S. João, Santo Antonio, S. Pedro e São Benedito. Doação: Francisco Roberto.


Quarto do oficial

Foto publicada na página 50 do livrete

"Enxovia"

Nº 47 – catre de jacarandá pardo com característicos do século XVII, pés retos, leito de tábuas, cabeceira pentagonal com ápice em ângulo obtuso muito em voga no litoral de São Paulo, e com remates poliédricos nas duas colunas da cabeceira.

Nº 48 – crucifixo paulista de madeira com Cristo de barro policromado. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 49 – mocho baixo, de cedro, do litoral.

Nº 50 – pote de barro paulista.


Vide nº 47 do Catálogo

Foto publicada na página 54 do livrete

Nº 51 – ferro de tronco de escravo, do período colonial, que pertence ao sr. Francisco de Barros Mello, em custódia.

Nº 52 – tornozeleira de ferro articulada. Idem, idem.

Nº 53 – gargalheira com espigão esgalhado de ferro para dificultar a marcha de escravos foragidos na mata. Idem, idem.

Nº 54 – corrente antiga. Doação da sra. Maria José Botelho Egas.

Nº 55 – grilhão de preso (algemas) ou de escravo, com chave.

Nº 56 – candeia antiga.


Sala de comer

Foto publicada na página 27 do livrete

"Sala de Comer"

Nº 57 – mesa grande antiga, de cedro, com pés em cavalete. Tampo: 2,35 m x 0,75 m, alt. 0,82 m.

Nº 58 – mochos antigos, de assento de couro, do litoral do Estado.

Nº 59 – balança antiga de ferro com os pratos. Suporte alt. 1,21 m, braços 0,77 m. – Em custódia – pertence a d. Lucia Falkenberg.

Nº 60 – pilão do litoral, alt. 0,80 m.

Nº 61 – 3 mãos de pilão de madeiras diversas, do litoral.


Vide nºs 52-53 e 54 do Catálogo

Foto publicada na página 54 do livrete

Nº 62 – tamborete antigo de madeira.

Nº 63 – tacho pequeno de cobre, restaurado.

Nº 64 – panela de barro, com alças.

Nº 65 – prato fundo, de barro.

Nº 66 – gamela redonda, com orelhas, de madeira do litoral.

Nº 67 – candeia de ferro.

Nº 68 – almofariz de ferro com mão, diam. 0,13 m, alt 0,20 m, mão 0,30 m. Pertence ao sr. Francisco de Barros Mello, em custódia.


Vide nº 57 do Catálogo

Foto publicada na página 55 do livrete

Nº 69 – almofariz pequeno, de bronze, idem, idem, idem.

Nº 70 – 3 pesos antigos de balança, com alças; idem, idem.

Nº 71 – pichel de ferro antigo. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 72 – talha grande, antiga, de barro (torneira moderna). Doação do dr. E. F. Brancante.

Nº 73 – panela de barro, proveniente de Parati (Estado do Rio). Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 74 – gamela de barro proveniente de Embu. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 75 – pote de barro, pequeno, com tampa; idem, idem.

Nº 76 – tamboladeira pequena de barro; idem, idem.

Nº 77 – candeia de ferro antiga.

Nº 78 – 2 cadeiras de couro articuladas – século XVII (em custódia) – pertencentes a d. Lúcia Falkenberg.

"Corredor para a Sala de Armas"

Nº 79 – candeia de ferro antiga. Doação da sra. Marina Brito.

Nº 80 – arca de couro, tacheada, com as iniciais J. J. S., medindo 0,67 m x 0,34 m com 0,41 m de alto. Doação de Lúcia Figueira de Mello Falkenberg.

Nº 81 – suporte de madeira para arca.

Nº 82 – painel com a representação da Torre de Belém, executado por Gontran.


Vide nº 88 do Catálogo

Foto publicada na página 51 do livrete

"Sala de Armas"

Nº 83 – 84 – 85 – 86 – quadro painéis alusivos à navegação e à colonização lusas, de Gontran.

Nº 87 – almofariz grande de ferro sem mão, alt. 0,26 m, boca 0,27 m. Doação da sra. Maria José Botelho Egas.

Nº 88 – modelo miniatura de caravela pertencente ao Museu Militar de Sâo Paulo, em custódia.

Nº 89 – modelo miniatura de barco de pesca – usado no litoral paulista – doação dos moradores da Ilha do Montão de Trigo.

Nº 90 – osso e vértebra de baleia, encontrados nas proximidades do Forte.

Nº 91 – 7 balas de canhão, de ferro, encontradas no recinto do Forte por d. Lúcia Figueira de Mello Falkenberg.

Nº 92 – corrente de ferro com ganchos. Doação da sra. Maria José Botelho Egas.


Vide nºs 93 e 105 do Catálogo

Foto publicada na página 53 do livrete

Nº 93 – couraça antiga, constando de peitoral e dorso. Doação do dr. E. F. Brancante.

Nº 94 – rapieira (de copo) de origem portuguesa, correspondente ao período das Bandeiras, com as seguintes inscrições nas calhas: "Punapella Patria". Empréstimo (já devolvida).

Nº 95 – lança usada no Brasil – século XVIII.

Nº 96 – Lanterna antiga de ferro.

Nº 97 – espada com punho de metal com bainha de couro, lâmina de aço alemã, com a marca de "Alex Copel – Solingen". Provavelmente de uso da Milícia de São Paulo em 1936. Doação do sr. Aurélio Soares Nerino.


Vide nºs 93 e 94 do Catálogo

Foto publicada na página 53 do livrete

Nº 98 – revólver do século XIX. Doação da sra. Maria Carlota Pinto Coutinho.

Nº 99 – revólver pequeno do século XIX; idem, idem.

Nº 100 – 3 machados de pedra usados pelos indígenas. Doação da sra. Lúcia Figueira de Mello Falkenberg.

Nº 101 – machado de pedra de índio com seu estojo de madeira, pertencente ao sr. Francisco de Barros Mello, em custódia.

Nº 102 – pistola de 2 canos do século XIX. Doação da sra. Maria Carlota Pinto Coutinho.

Nº 103 – forqueta de ferro, para arcabuz. Doação do sr. Francisco Roberto.

Nº 104 – pique (partazana) do período colonial. Doação do sr. Francisco de Barros Mello.

Nº 105 – 2 garruchas antigas, de um cano e de dois, pertencentes ao sr. Francisco de Barros Mello, em custódia.

Nº 106 – bala de canhão de ferro, raiada; idem, idem.

Nº 107 – baioneta "estripadeira" antiga; idem, idem.

Nº 108 – baioneta de marinha; idem, idem.

Nº 109 – espingardas antigas de diferentes manufaturas e períodos (11 de espoleta e 1 de percussão) pertencentes ao sr. Francisco de Barros Mello, em custódia.

Nº 110 – cordame e rede.

Nº 111 – punhal antigo, de origem espanhola. Doação do sr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto.


Vide nºs 94-95-98-99-103 e104 do Catálogo

Foto publicada na página 53 do livrete

"Sala Hans Staden"

Nº 112 – Histórico em gravuras da vida de Hans Staden em terras do Brasil e sua prisão, pelos tupinambás, durante 9 meses.

Nº 113 – canhão de salvas – bronze. Doação – Érico Stickel.

Nº 114 – Vitrina contendo o livro de Hans Staden (1593) – Relógio de sol do século XVII – em custódia – pertencente a d. Lúcia Piza Figueira de Mello Falkenberg. 3 moedas antigas encontradas no recinto da fortaleza.

Nº 115 – Idem. Contendo cerâmica indígena. Doação dr. Durval Bruzza.

Nº 116 – 2 bancos de canela com característicos do século XVII. Em custódia – pertence a d. Lúcia Falkenberg.

Nº 117 – 2 potes de barro – litoral.


Uma das salas do museu

Foto publicada na página 25 do livrete

"Casa da Farinha"

Nº 118 – Farinheira do litoral de São Paulo contendo: fuso, queijo da prensa, gamela, tipiti (balaio feito à mão), ralador, forno, prato de cobre do forno e pá de madeira.

Doações recentes

Nº 119 – Garrucha do século XIX ("Sala de Armas")

Nº 120 – Gamela de Faveiro do Litoral ("Sala de Comer").

Estas peças foram doadas pelo sr. Manoel Gomes Romero Filho – Bertioga.


[1] Foi mantida para esta dependência a terminologia constante da planta do Forte de 1817 do Arquivo do Estado.


Oratório situado no alpendre

Foto publicada na página 21 do livrete