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*Publicado originalmente pelo editor de Novo Milênio no caderno Informática do jornal A Tribuna de Santos, em 27/10/1998.
Última modificação em (mês/dia/ano/horário): 01/10/00 10:32:47
ENSINO
Escolas particulares promovem encontro de Tecnologia Educacional 

Com palestras e exposições, foi realizado no Colégio do Carmo

Incluindo a participação de educadores ligados ao magistério público municipal e estadual, ocorreu na semana passada (N.E.: outubro de 1998), em dependências do Colégio do Carmo, o 1º Encontro de Tecnologia Educacional da Baixada Santista, abordando o tema central "A Informatização do Ensino". A promoção - incluindo uma exposição de programas de computador para uso no ensino, entre outras atividades - foi da Associação das Escolas Particulares do Litoral Paulista (Aspeenpe), com organização da empresa Krei Homa, junto com o próprio Colégio do Carmo, tendo o apoio de Informática e do hipermercado de informática Enterdata.

Além de representantes de instituições de ensino, coordenadores pedagógicos, professores em geral e pesquisadores universitários, empresariais e de órgãos oficiais, e também de estudantes de diversas áreas, o encontro teve a presença, na sessão de abertura - coordenada pelo professor Álvaro Pereira Pinto Júnior -, da presidente da Aspeenpe, professora Regina Helena Burgos Pimentel dos Santos; de Vera Machado, representante da Secretaria Municipal da Educação; de Jussara Sacchai Homerich, representante da Diretoria Regional de Ensino; do diretor da Fatec-BS, professor César Silva, e pelo editor de Informática, jornalista Carlos Pimentel Mendes.

Três anos – Mostrando como grandes transformações ocorrem atualmente em curtos períodos - daí a necessidade de se planejar o ensino para formar estudantes preparados para as necessidades futuras do mercado de trabalho -, o jornalista falou na abertura do encontro, lembrando que um só fato, entre muitos, já mudou sensivelmente a vida na cidade.

De fato, o início dos serviços comerciais de Internet no Brasil ocorreu em 1995, há apenas três anos. Desde então, surgiram provedores de acesso à rede mundial de computadores, clubes de internautas, criadores de páginas Web, editoras de publicações virtuais e muitas outras atividades. Mesmo as escolas já estão se adaptando à convivência com a Internet, equipando laboratórios de informática para que os estudantes promovam intercâmbio de experiências com outras escolas ou façam pesquisas escolares utilizando a inesgotável fonte de informações que a Internet proporciona.

Não adianta uma escola comprar computadores e fornecer cursos de Windows 3.1, por exemplo. Os programas são rapidamente superados, mesmo os computadores sofrem evoluções sensíveis a cada poucos meses. Possivelmente de nada servirá para um aluno que vai entrar no mercado de trabalho dentro de três anos (no famoso ano de 2001) começar a estudar agora um sistema operacional como aquele (já ultrapassado pelo Windows-95, pela versão OSR-2 de 1997 e agora pelo Windows-98). Mais importante é que a escola busque desenvolver sua capacidade de raciocinar, de compreender os fundamentos básicos, analisar e classificar as informações recebidas e criar conhecimentos a partir daí.

Essa opinião foi compartilhada pelos palestrantes da noite, Maria da Graça Moreira da Silva (da IBM do Brasil) e professora Theresa Cristina Maté Zito, que desenvolve um estudo sobre a criação de programas de computador pelos estudantes do Colégio Santista.

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