HISTÓRIA DO COMPUTADOR
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Computador tem história milenar
Começou com o ábaco
há 3.000 anos, e teve nova evolução há 350
anos
Verbete:
computador: [Do latim computatore.]. S. m. Aquele que faz cômputos,
que calcula. Computador eletrônico: processador de dados com capacidade
de aceitar informações, efetuar com elas operações
programadas, fornecer resultados para resolução de problemas.
Dividem-se em dois grandes grupos: computadores analógicos e digitais.
Quanto à evolução tecnológica, podem ser divididos
em: computadores de 1ª. geração - utilização
de válvulas; de 2ª. geração - utilização
de
transistores; de 3ª. geração - utilização
de circuito integrado (Dicionário Aurélio Eletrônico
versão 1.2 - 1993.)
É com esta definição,
obtida em alguns instantes com alguns toques no teclado de um computador,
que começa esta rápida viagem pelo mundo da computação,
que pretende dar uma noção geral aos leitores de todo esse
mundo futurístico, que em alguns anos invadiu nossas vidas de todas
as formas imagináveis e até de algumas nunca antes imaginadas.
Mas, para compreender o presente,
é preciso voltar ao passado, muitos séculos atrás.
Quando a civilização se formou, havia produtos para trocar,
distâncias a medir e comparar, medidas a representar e valores a
registrar para que pudessem ser depois
utilizados. A humanidade começou cedo a calcular, surgiram as contas.
E surgiram também instrumentos para ajudar o homem a contar.
Um deles é o ábaco,
que muitos japoneses usam até hoje, aqui mesmo em Santos. Movia-se
algumas continhas para um lado, tinha-se uma quantia. Movia-se mais algumas
continhas para esse mesmo lado, e eis a soma. Movendo para o lado contrário,
faz-se a subtração. A posição das contas forma
uma espécie de memória da soma.
A Matemática é uma
ciência exata. Se forem definidas algumas condições
essenciais e
um caminho a seguir, o resto vem por consequência. Então,
para quê as pessoas precisariam esquentar a cabeça, fazendo
uma infinidade de cálculos repetitivos, se houvesse uma máquina
que fizesse esse trabalho, sem se cansar, sem errar e até mais rapidamente?
Essa idéia foi retomada por Blaise Pascal em 1642, quando criou
a pascalina, a primeira calculadora mecânica do mundo. Uma agulha
movia as rodas, e um mecanismo especial levava dígitos de uma roda
para outra.
Em 1614, John Napier havia criado
o logaritmo, um recurso matemático que reduzia a divisão
à subtração e a multiplicação à
adição. Em 1623, Francis Bacon foi o primeiro a usar aritmética
de base 2 (veremos isso adiante, o sistema binário é a base
da computação atual). Em 1671, Gottfried von Leibniz fez
uma máquina que efetuava multiplicações e divisões.
Cartões perfurados - Em
1802, Joseph Jacquard construiu um tear que memorizava os modelos de fábrica
em cartões perfurados. A máquina conseguia “ler” esses cartões:
conforme um dispositivo encontrava um furo no cartão, atravessava-o,
e com isso era cumprida uma determinada instrução.
O francês Charles Babbage, por
essa época, começava a se aborrecer com os inúmeros
erros que encontrava nas tabelas de logaritmos, e decidiu construir uma máquina
que eliminasse o trabalho de fazer esses cálculos. Em 1822, ele
apresentou a “máquina de diferença”, capaz de fazer os cálculos
necessários para elaborar uma tabela de logaritmos. O nome da máquina
se refere a uma técnica de matemática abstrata, o método
das diferenças.
Sua companheira, a condessa Ada Lovelace
(filha de Lord Byron), se tornou a primeira programadora de computador
do mundo, ao ajudar Babbage no projeto de uma máquina analítica,
que permitiria calcular funções matemáticas bem mais
complexas que as logarítmicas. Ada criou os programas para essa
máquina, que no entanto nunca funcionou: as centenas de engrenagens,
rodas e barras apresentavam problemas, pois a metalurgia na época
não tinha tecnologia suficiente para evitar imperfeições
nas peças. Apesar disso, a estrutura do equipamento estava correta,
e os computadores atuais ainda têm muito a ver com essa máquina
(até pelo fato de nem sempre funcionarem como se previa...).
Em 1847, George Boole introduziu raciocínios
matemáticos que estimularam o estudo da computação,
a chamada álgebra booleana, que tem muito a ver com a teoria dos
conjuntos ensinada nas escolas. Por exemplo, um rapaz vai a uma festa e
quer dançar. Procura (geralmente) alguém que pertença
ao conjunto das mulheres. E também ao de pessoas que não
tenham parceiro de dança. Se encontrar alguém que preencha
essas duas condições, então dançará.
Se não encontrar uma parceira, então fará outra coisa
(irá embora, por exemplo...). Os programas de computadores funcionam
assim: a cada momento, devem prever um caminho de ação determinado
para cada uma das situações que possam existir nesse instante.
Ainda no século passado (em 1890),
Herman Hollerith usou cartões perfurados para agilizar o censo demográfico
dos Estados Unidos. Nesses cartões, havia campos a serem
perfurados ou não pelos pesquisadores, e que seriam depois lidos
por uma máquina (como no tear de Jacquard). No campo sexo, por exemplo,
um furo poderia significar feminino e a ausência do furo, masculino
(ainda não havia comunidade gay).
Os cartões podiam ser separados
por uma máquina, que separaria para um lote apenas os que tivessem
furos no campo pesquisado, de forma a se obter dados específicos.
Esse trabalho era feito numa máquina de manuseio de dinheiro, por
isso os cartões tinham o tamanho da cédula de um dólar.
Bom presságio: a companhia fundada por Hollerith, a International
Business Machines, é hoje a importante multinacional IBM...
(*) Informação
mais recente que a da matéria publicada:
Ábaco: já usado
pelos sumérios há 5 mil anos: novas descobertas na Mesopotâmia,
onde viveu o povo sumério, permitem tal afirmação,
como consta na obra História Universal dos Algarismos, de
Georges Ifrah (Editora Nova Fronteira, 1997 - Volume 1, página 258). |