Clique aqui para voltar à página inicial  http://www.novomilenio.inf.br/ano00/0011b008.htm
Última modificação em (mês/dia/ano/horário): 11/08/00 22:39:48
Pesquisa analisa o uso do e-business no País 

Para destacar as mudanças provocadas pela adoção dos negócios eletrônicos (e-business) nas empresas de médio e grande portes do mercado brasileiro, o Grupo IT Mídia realizou no período out/nov-2000, uma pesquisa on-line com os principais executivos de TI de 300 empresas no País. A pesquisa obteve um retorno de 15% dos profissionais entrevistados, totalizando a participação de 45 empresas, todas integrantes do grupo das 500 maiores no Brasil e que, juntas, somam faturamento anual de cerca de 20 bilhões de dólares, quase 5% do PIB brasileiro. Os resultados revelam um panorama das prioridades dessas empresas em relação aos negócios eletrônicos. 

A pesquisa identifica que os principais objetivos que motivaram as empresas a adotar alguma forma de negócios eletrônicos foram a melhoria no atendimento aos seus clientes e a criação, ou manutenção, de vantagem competitiva, ficando a satisfação do cliente e os custos operacionais como os principais quesitos usados pelas empresas para mensurar o retorno sobre o investimento. 

Revela ainda que, com a implementação do negócios eletrônicos, os executivos obtêm respostas mais rápidas às pressões competitivas, o que favorece a mudança da cultura interna das empresas, bem como a formação de equipes multifuncionais – fator considerado, juntamente com o conhecimento tecnológico, como de extrema importância para a sobrevivência dos funcionários, ou aquisição de novos, dentro das companhias.

Agentes - Um dos destaques da enquete mostra que os departamentos de marketing e de informática das empresas são os principais agentes auxiliares da direção executiva na tomada de decisão para planejamento e implementação de soluções de negócios eletrônicos. Na pesquisa, 49% das empresas direcionou a liderança das mudanças necessárias para a adoção do negócios eletrônicos para os seus departamentos de informática. 

Algumas justificativas: “A Informática percebeu primeiro os impactos que as novas tecnologias causariam na organização”; também: “porque precisou se antecipar, qualificando os funcionários e iniciando um processo de disseminação de uma nova cultura”. A maioria das perguntas da pesquisa feita pela ITMídia ofereceu possibilidade de resposta multipla escolha.

Aplicações - As empresas aplicam os negócios eletrônicos da seguinte forma: 96% para sites Web, 93%, intranet, 46% comércio eletrônico, 30% extranet – para integração dos fornecedores, 26% Web EDI (troca eletrônica de dados pela Web)  e 26% Portal Vertical.

A venda de serviços é o principal gerador de receita por meio dos negócios eletrônicos  para 37% das empresas entrevistadas. Para outros 34% é a venda de produtos que gera os recursos, sendo seguida pela publicidade, com 18%.

Quando questionadas sobre qual a forma principal da atividade de negócios eletrônicos, 39% responderam B2B (negócios entre empresas), 33% B2C (negócios entre empresas e consumidores finais) e 28% uma combinação de ambas.

Entre os grupos conectados ou que têm acesso às aplicações da empresa, lideram os funcionários, com 87% das respostas, seguidos pelos clientes, com 72%, os parceiros comerciais, com 50%, e, fornecedores e serviços financeiros, ambos com 41%. Ficou também comprovado que 89% das empresas pesquisadas ainda priorizam a informação de seus produtos e/ou serviços em seus sites Web. 

O modelo atual de negócios eletrônicos praticados pelas empresas é ativo na maioria das unidades de negócios das mesmas, 33%. Apenas 26% delas criaram uma divisão específica de Web.

Em 70% das empresas entrevistadas a intranet é utilizada como acesso remoto para base de dados corporativos. A extranet fica para a venda de produtos e serviços (41%), para configuração de produto e/ou serviço (20%) e pagamentos ou outras atividades de contabilidade (também 20%). O restante das aplicações de extranet se dividem em: gerenciamento de distribuição, da cadeia de fornecedores, de estoque e negociação de preços e descontos.

Pode-se observar que 58% das grandes empresas no Brasil respondem às indagações dos seus clientes de negócios eletrônicos por meio de correio eletrônico personalizado. 28% dirigem os clientes para um centro de chamadas, 9% têm resposta automática de correio eletrônico. 2% indicam ao cliente uma área do site específica para dúvidas (FAQs) e outros 2% disponibilizam um auto-serviço de busca em banco de dados.

O que mais impressionou aos analistas que formataram a pesquisa foi o fato de que todas as empresas, de forma unânime, colocaram que o maior obstáculo para se ter sucesso com negócios eletrônicos é encontrar pessoal qualificado com talento.